quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Um ano de blog

Comemorem! O camaleão está de aniversário!
Sim! Um ano deste blog sem propósito e sem ambição alguma. Saímos do nada para lugar nenhum. Mas sou feliz assim. Sou feliz AQUI! Aqui é meu ponto de desabafo, de soltar ideias, de viajar. Um ano, parece pouco, mas é muito para um blog. Quantas vezes fico desanimado, sem vontade de escrever, mas do nada leio uma notícia ou vejo algo na rua e meus dedos começam a formigar, logo penso: "preciso falar sobre isso no blog".

Obrigado a todos que acompanham este Clube e que contribuíram de alguma forma para seu crescimento.
Para celebrar este dia fiz um pequeno levantamento, com os números do blog neste um ano;

  • O primeiro post foi publicado no dia 05/11/2008, com o título de "Mais um Blog", onde eu falava dos motivos de ter feito um blog e das minhas experiências passadas, não houve um comentário;
  • Até hoje foram 108 postagens;
  • O recorde de postagens em um mês ocorreu nos dois primeiros meses de vida, novembro e dezembro;
  • O mês em que aconteceu menos postagem foi em outubro deste ano;
  • Foram 542 comentários até hoje (faça esse número crescer);
  • A postagem mais comentada foi a intitulada "Um dia", publicada no dia 19/01/2009. Esta postagem falava sobre a morte e o modo em que a encaramos;
  • O Clube tem 33 sócios e me orgulho disso.

Bom é isso, espero que quem me acompanha continue me acompanhando. Ultimamente não tenho tido tempo para postar muita coisa e nem para visitar os amigos, mas hoje minha vida mudou e acho que vou conseguir este tempo... Por enquanto só acho.

Ta tocando no iPod: Every Heart - BoA

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O Halloween e os brasileiros

Sou daqueles que não se acostumaram com o Halloween no Brasil. Não que eu a che sem graça, pelo contrário, acho muito legal a ideia, apenas não me acostumei com ela. Há uns anos atrás nem era lembrado, depois passou a figurar em algumas festinhas juvenis, aos poucos foi entrando no calendário das grandes casas noturnas e hoje já existem uma expectativa em torno do dia 31 de outubro (este é o primeiro ano que sei a data exata do Halloween).
Aspirantes a revolucionários irão lamentar o fato. Dirão que os estadunidenses venceram mais uma guerra cultural. Não posso tirar um pouco da razão deles. Não imagino as crianças brasileiras batendo de porta em porta e falando a famosa frase "doce ou travessura". Longe de mim ser um Arnaldo Jabur Jr., só que nosso país não conhece o doce, só a travessura. Pois vejam só, ultimamente há muitas travessuras acontecendo e não ganhamos nenhum doce.
Traficantes derrubando um helicópitero? Travessura! Políticos criminosos sendo absolvidos? Grande travessura! A Amazonia sendo explorada por estrangeiros? Travessura! E assim vai...
Da mesma forma que entendo os pré-revolucionários, também entendo os que defendem o Halloween no país. É legal poder se fantasiar, usar a criatividade para dar pequenos sustos... Só penso que se vamos celebrar este dia, poderíamos ao menos nos dar ao trabalho de adptar a nossa cultura, não posso dar certeza, mas não conheço bruxas brasileiras. Pelo menos não igual aquelas do estrangeiro. Bom, se bem que até hoje não entendo como o Papai Noel pode suportar a passagem no Brasil com aquelas roupas tão pesadas...Podia ter uma roupa de verão né? Ou será que ele só leva presentes para os países do Norte?
Enfim, vamos curtir esse Dia das Bruxas (vejam que optei por terminar o texto com o título aportuguesado da festa)! Só vou achar estranho se daqui a pouco comemorarmos o Dia das Graças, com direito a desfile de balões pelas ruas.

sábado, 24 de outubro de 2009

Um cão chamado Hachiko

Amantes dos animais (principamente de cachorros), preparem seus lenços de papel. Isso porque em breve chega aos cinemas o filme "Sempre ao Seu Lado".
A produção americana, dirigida pelo sueco Lasse Hallström, é a adaptação de um famoso conto japonês sobre um cão chamado Hachiko que tornou-se símbolo da fidelidade para o povo japonês - ele morreu em uma estação de trem depois de ficar anos esperando por seu dono. Na estação de Shibuya, no subúrbio de Tóquio, tem até uma estátua de bronze em homenagem ao animal.
A estreia do filme no Brasil está prevista para o dia 25 de dezembro. Richard Gere, que é um dos protagonistas do filme, disse que chorou como um bebê ao ler o roteiro do filme e que sempre se emociona ao falar sobre ele. Fique com o trailer (por enquanto, sem legendas), que já dá um nó na garganta.

Ta tocando no iPod: Vem Pra Cá - Papas da Língua

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Summertime

No post passado não fui feliz. Não obtive um comentário, nenhuma reação. Apelei até para os joguinhos do orkut, que "obriga" as pessoas a comentarem. Não deu. Fui caloteado duas vezes. Desisti desses jogos idiotas. Talvez volte atrás quando ficar desesperado por um comentário. Atualmente não estou.
Se eu ficar pensando "esse texto está muito grande, ninguém vai ler", vou enlouquecer na minha própria censura. To pouco me lixando se 0 ou 100 pessoas vão ler. Como diz a Lari, do De Férias Blog, leitores são só um pretexto para eu escrever.
Não deveria haver tempo para estresse na cabeça das pessoas. Eu ando muito estressado e preocupado. Me preocupo com esse estresse, apesar de entender que isso seria criar um novo estresse. O mundo deveria mudar, ficar mais calmo. 24h já é pouco tempo para resolver tantas coisas e absorver tantas informações.
Hoje estou feliz, pois ontem começou o horário de verão. O Sol vai espichar seu horário de trabalho... Os dias tendem a ser mais proveitosos. O Sol motiva, alegra. Ele veio para me ajudar a combater o estresse.
É tempo de verão. Talvez o mundo fique mais colorido a partir de agora.

Summertime - Beyoncé

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O fim da infância

Davi era uma criança linda. Recebia mimos de todas as partes, todos queriam apertar suas bochechas gordinhas, falar palavras com vozes esquisitas ou fazer brincadeiras estranhas. Valia tudo para fazê-lo sorrir. Seu sorriso era tão valioso que muitos disputavam um momento ao seu lado. O mundo todo servia Davi, ele recebia toda atenção que queria, sem fazer qualquer esforço. E se alguém ousasse ignorá-lo, bastava um choro ou uma cara triste para este se arrepender amargamente do ato insano.
Davi era uma criança feliz adorava o carinho que recebia. No seu aniversário o dia era todo dele. Na Páscoa tinha acesso a todos os doces possíveis. No Natal ganhava surpresas e a atenção de toda família. Mas ele gostava mesmo era do Dia das Crianças. Era sua data preferida. Era nela que recebia os presentes mais legais, afinal, ele era premiado por ser criança. Um prêmio por algo que ele adorava ser.
Porém os anos foram passando e Davizinho foi sentido algumas mudanças estranhas no seu corpo. Sua voz estava estranha. Às vezes ela engrossava, as vezes ela afinava. Seu rosto começava a se encher de espinhas, era horrível ter que encarar o espelho. O pior de tudo é que as malditas se reproduziam na velocidade de um coelho. Suas roupas foram ficando curtas, isso fazia com que o dinheiro, antes investido somente em brinquedos e doces, fosse destinado a necessidades mais básicas. Seu andar estava desengonçado. Era terrível.
Certa noite ele parou para pensar "estou virando um monstro". Apavorado, demorou para pegar no sono. Teve estranhos sonhos com a vizinha. Isso foi estranho para ele. Ela era uma garota e garotas deveriam ser ignoradas, era isso que pensava. Mas não conseguia parar de pensar nela.
Aos poucos os mimos foram ficando mais raros... As pessoas que antes o rodeavam e queriam o seu sorriso, agora o enchiam de críticas e conselhos. Aquilo foi demais para ele. Se antigamente era fácil chamar a atenção, atualmente era quase impossível. Isso exigia atitudes radicais, impensadas, ridículas e que, normalmente, só geravam mais críticas e conselhos. Davi estava desesperado. Queria uma explicação que ninguém era capaz de dar. Mas ainda havia o dia 12 de outubro. Sim, aquilo seria sua salvação. Estaria livre dos seus temores, pelo menos por um dia.
No dia 11 ele quase não dormiu. Estava ansioso demais para isso. Mesmo assim seus pensamentos novamente insistiam em lembrar da vizinha e da professora de Português. "Que saco..." pensou ele, aquela expressão se tornou sua fiel companheira neste momento difícil.
Mal o relógio despertou e Davi pulou da cama. Era um belo Domingo de sol. A família iria se reunir. Ele tinha certeza que receberia um agrado, um presente que lembraria seu valor. Não tinha como dar errado. Recebeu todos os convidados com um sorriso, tentou ser simpático, até resistiu a cara feia quando uma tia disse que ele estava muito magrinho.
O tempo passava. Davi começava a ficar impaciente. Queria atenção, mas todos o ignoravam. O sorriso desaparecera. Desistiu da simpatia e aderiu ao mau humor. Respondeu rispidamente a uma pergunta da sua mãe. Isso fez com que seu tio, o mais legal, viesse perguntar:
- Aconteceu alguma coisa Davizinho?
A esperança voltou. Alguém tinha reparado que lhe faltava algo. Era uma ótima oportunidade. Então arriscou e perguntou:
- Nada, só to meio ansioso pelo meu presente.
O tio riu. Deu um leve tapa nas costas de Davi e já se levantando falou.
- Se liga guri, tu não é mais criança.
Não foi um tapinha nas costas, foi um forte soco no estômago. Davi desabou, descobriu a verdade. A infância tinha terminado e de maneira trágica. Desde então, concluiu que o Dia da Criança além de celebrar a infância também determina quando ela chega ao fim.

Ta tocando no iPod: Someday - The Strokes

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Ideias que vendem - Universitário

Caros sócios. Graças a Deus o final de semana existe e graças ao homem ele dura dois dias. To louco pra falar sobre os Jogos Olímpicos de 2016, mas também to louco pra descansar de mais uma semana cansativa, etnão fica pra depois. Já adianto que fiquei feliz com o resultado, mas rezo e torço para não cagarmos essa grande conquista!

Propagandas do Universitário

Hoje trago mais um episódio da série "Ideias que vendem". Resolvi trazer uma propaganda regional, de um curso pré-vestibular aqui do RS, que fez muito sucesso no final da década de 90. Lembro que todo mundo comentava as situações (são várias) e que as frases eram repetidas por todo o colégio e lugares habitados pelos seres estranhos chamados adolescentes.
Foram produzidos vários comerciais nesta campanha, alguns até nunca chegaram a ser exibidos (meio que rolou uma censura). Por enquanto deixo 4 que considero bacanas, mas se rolar muitos comentários trago mais!

Decepção (não foi exibido - pelo menos eu não lembro)




Vestiário





Banheiro (Não foi exibido)



Grenal



Bom final de semana a todos!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Filme ruim? Não com Denzel.

Na vida temos pouquíssimas certezas. Na verdade, ouve-se muito que só há uma: a morte. Mas eu defendo a tese que os impostos também devem fazer parte desta curtíssima lista. Porém, há certezas pessoais, que você vai adquirindo ao longo da existência. Eu tenho algumas e uma delas é: Denzel Washington não faz filme ruim. Aliás, ele pode até fazer algum filme com o roteiro ruim, mas sua presença é tão carismática que esquecemos esse detalhe. Até quando foi vilão (Dia de Treinamento) ele foi carismático – e olha que ele fez um excelente e odioso vilão.
Não sou um excelente crítico de cinema, até porque sou muito fã de blockbuster pra ser um, então talvez minha avaliação não seja a mais ideal. Na verdade, eu detesto ler resenhas feitas pela maioria críticos de cinema (os de música também). É impressionante o mau humor e o detalhismo com que eles tratam o assunto, parece que sua maior tarefa é esculhambar com os filmes ou quebrar a magia que há em torno deles. Às vezes eles encontram vários defeitos (alguns inexistentes) nos meus filmes preferidos e tiram um pouco do meu encanto sobre eles. Antigamente eu cometia o erro de ler a crítica antes de ver o filme. Era fatal. Quase sempre eu enxergava o que eles tinham enxergado. Saia frustrado. Sorte que consegui me livrar desta mania. Claro que leio aqueles críticos que conseguem ver aspectos positivos e não criam limitações do tipo “nenhum filme de Hollywood presta”.
Bom, o fato é que assisti ao ótimo “Seqüestro do Metrô 123”. Não é o melhor filme do Denzel, até porque ele tem muitos filmes excelentes, mas é um filmaço pra quem curte aquela tensão urbana típica de filmes rodados em Nova Iorque. O legal é que o herói é uma pessoa comum, com defeitos e problemas cotidianos. É possível se identificar e até entender esses problemas. Até o John Travolta estava bem – e olha que faz tempo que ele não acerta um bom filme (efeito Denzel?) – fazendo o papel de um vilão inconseqüente e extremamente confuso. Não há nenhuma genialidade no roteiro, mas o clima de “será-que-vai-dar” garante uma boa diversão para quem assiste. Lembrando que esta é a minha humilde opinião, jamais leve ela muito a sério.

Ta tocando no iPod: 99 Problem’s – Jay-Z

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O orgulho de ser gaúchos

É difícil entender o que é um gaúcho. O Brasil não consegue entender o nosso orgulho, as nossas tradições (tão diferentes) e nossa história. Há quem ache que somos traidores da Pátria e fãs de argentinos. Não é nada disso, apenas sofremos uma forte influência do Uruguai e da Argentina, devido a proximidade geográfica. Aliás, o termo gaúcho é atribuido aos homens do pampa, que vagam pelas terras uruguaias, argentinas e brasileiras.

O fato é que não odiamos o Brasil. Amamos nosso paísl, mas amamos muito nosso Estado.

Históricamente entramos em conflito com o resto do país para defender nossos ideais e interesses. Fato que até hoje pesa nessa relação. Muitos gaúchos ainda defendem a ideia de emancipação, mas não a maioria, podem ter certeza. Do outro lado, em muitas oportunidades somos taxados de ignorantes e todas nossas conquistas são pouco destacadas ou sofrem deboche (basta ver quando um time daqui é campeão, pra dar um exemplo bem tosco). Pior ainda é as piadas que fazem diariamente conosco, uma brincadera muitas vezes é exagerada e sem respeito.

Ninguém entende porque tomamos o amargo chimarrão e todos querem saber o o segredo do churrasco perfeito. Nossos invernos são rigorosos, mas aqui também há verões de calor intenso, apesar de admitirmos que falta beleza em nossas praias. Enchemos a boca pra falar de algum gaúcho que é destaque mundial (Gisele Bündchen, Ronaldinho Gaúcho, Felipão, Daiane dos Santos e etc.).

Uma vez no blog eu disse que sou um gaúcho fracassado. Não gosto de churrasco e nem de chimarrão. Tão pouco sei dançar a chula ou uso bombacha. Porém, quando o hino do Rio Grande toca ou quando vejo nossa bandeira, sinto uma emoção incomum. E, ao visitar outro Estado, faço questão de listar as vantagens de morar no Rio Grande do Sul.

Mesmo não sendo um exemplo de gaúcho eu sou gaúcho e amo ser gaúcho. Nosso sentimento é assim, inexplicável, tal qual são todos os grandes sentimentos.

Motivo do post? 20 de setembro (ontem) foi o dia do gaúcho, em que comemoramos a histórica Guerra dos Farrapos.

Mostremos valor, constância,

Nesta ímpia e injusta guerra;

Sirvam nossas façanhas

De modelo a toda a terra.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Dinheiro não traz felicidade, mas ajuda...

Durante a vida acreditamos em muitas inverdades. Papai Noel, Coelho da Páscoa, Fada do Dente, políticos brasileiros, vestibular, só pra citar os mais conhecidos. Também ouvimos muitas frases prontas, aquelas criadas por autores, geralmente desconhecidos, que por alguma razão fizeram declarações sobre a vida e criaram conceitos.
Dentre as muitas que existem, a que eu mais odeio é "o dinheiro não traz felicidade". Ora que mentira! Claro que o dinheiro não compra um verdadeiro amor, ou uma amizade ou aqueles momentos únicos que podem surgir dos atos mais simples. Mas dinheiro traz tranquilidade! Muita tranquilidade...
Você até pode suspirar momentos felizes quando não tem dinheiro, mas passado uns minutos já lembra que tem uma conta pra pagar e começa a fazer cálculos. Malditos cálculos. Maldito pensamento que me consome todo fim de mês "será que vai dar?".
Eu agradeço por ter um família unida, uma namorada incrível, cachorros fiéis... Agradeço por poder estudar em uma boa faculdade, por não ter problemas de saúde e por não passar fome. Sou feliz por isso, acreditem, sou mesmo. Mas fico muito triste quando começo a pensar em contas. E não são muitas, graças a Deus, mas são chatas. Extremamente chatas.
Sabe o que é não poder comprar um sorvete sem pensar se aquio não vai atrapalhar no pagamento da minha faculdade?
Não quero ganhar rios de dinheiro, isso deve trazer muitos problemas. Só quero ter tranquilidade pra, de vez em quando, fazer uma viagem, comprar uma roupa ou tomar um sorvete. Enfim, dinheiro não compra felicidade, mas ajuda muito. Agora acabo o post e vou para a calculadora! Ainda bem que até hoje
Ta tocando no iPod: Lucky - Jason Mraz ft. Colbie Caillat

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

O que está acontecendo com Kanye?

Ok, ok (Nelson Rubens?). Eu acabei de falar de Kanye West há pouco tempo atrás. Odeio voltar a assuntos passados, mas, diante do ocorrido no VMA, me sinto obrigado a falar dele novamente. Porém desta vez vou tentar ser defender o indefensável, ser o famoso "advogado do diabo".

Antes de mais nada, é preciso falar o que aconteceu desta vez - afinal, ninguém é obrigado a estar por dentro de tudo. Ontem no VMA, a cantora country Taylor Swift ganhou o troféu de melhor vídeo clipe feminino, batendo nomes de peso como Beyoncé, Katy Perry, Kelly Clarkson, Lady Gaga e Pink. Visivelmente surpresa com o anúncio, Taylor subiu ao palco para agradecer o prêmio. Foi neste momento que Kanye West invadiu o palco e interrompeu o discurso de agradecimento da vencedora. “Eu estou feliz por você, mas Beyoncé fez um dos melhores clipes de todos os tempos”, afirmou o rapper após tirar o microfone da cantora.
Foi um dos maiores micos da história do VMA. Não vi a cena, mas imagino que tenha sido constrangedora, tanto para Taylor como para Beyonce. Aliás, para quem estava assistindo e para o próprio Kanye. A repercussão não podia ser pior. Artistas famosos repudiaram a atitude de rapper, alguns sendo agressivos como Kelly Clarkson e Pink (desafeto anterior ao fato). Nossa, levar bronca da Kelly Clarkson, a intérprete de músicas prontas, é o cúmulo. Como um artista renomeado como Kannye West, que produziu para diversos artistas conceituados, que já foi chamado de gênio por muitos, chegar ao ponto de ser considerado "a maior merda do mundo", segundo a Pink?
Sério, eu fiquei bem chocado com o ocorrido, pois sempre considerei ele um rapper diferente, ousado, original. Pra quem não sabe, ele tem uma história muito interessante. Filho de uma ex-integrante dos Panteras Negras, Kanye apareceu no mundo da música inicialmente como produtor. Depois de garantir o sucesso de alguns artistas, resolveu que era hora de brilhar sozinho. Sua carreira como rapper começou com o premiado álbum "The College Droupout", lançado dois anos depois de um trágico acidente de carro, em que ele quase morreu. Mesmo assim, duas semanas depois, com a boca toda costurada, resolveu gravar a lendária e emocionante "Through the Wire". Essa canção é extremamente motivadora, e foi a partir deste momento que comecei a admirá-lo como cantor e pessoa. No mesmo álbum podemos encontrar outras músicas de destaque como a bela All Fall Down ou a original Jesus Walks, em que ele critíca quem vive falando de coisas fúteis ao invés de ter um pouco de fé.
O segund álbum veio com uma expectativa e foi um sucesso tão grande ou maior do que seu antecessor. Lembro que até a Veja, e a Veja é chata, elogiou. Diziam que era a vida inteligente no rap.
Impossível eu não citar a Diamonds from Sierra Leone, canção em que que ele denúncia o trabalho escravo, desumano que os habitantes de Serra Leoa são submetidos para que o mundo goze de beleos diamantes. Como um cara que faz essa denúncia, que defende uma causa tão nobre pode ser um idiota? Não vou prorrogar este post, mas poderia falar sobre outras músicas originais compostas por ele - sempre levantando alguma bandeira. Drive Slow, Heard Em Say, Gold Digger, Stronger, God Life...Todas geniais, originais...
Não tem como ficar surpreso, como Beyonce ficou, com as atuais atitudes de Kanye West. Seu último álbum foi ruim (apesar de apresentar duas ou três músicas boas). Ele perdeu um pouco do rumo.
Recentemente foi largado por uma namorada e perdeu a mãe de uma maneira inesperada. Ontem declarou que tem trabalhado demais, que nunca parou pra descansar e que devia fazer isso. Pediu desculpas, mas o mundo artístico não é bondoso com os que erram e ele errou feio.
Sei que muitos nem vão ler essa minha defesa do indefensável, mas quem leu fique sabendo que Kanye West é um grande artista e que como todo grande artista esta passando por uma fase conturbada, nada que justifique seus atos recentes. Talvez seja vítima da sua própria genialidade, que, talvez, tenha subido a cabeça.
Bom, eu tentei, espero que ele se recupere. Espero mesmo.

Abaixo o clipe que me tornou fã de Kanye West, Through the Wire. Assistam, é bem legal.


sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Chuva, chuva e...chuva

Segunda-feira, 07 de setembro. Um dia ensolarado, quente, ideal para celebrar a nossa pátria. Até o meio dia. Depois disso, o céu escureceu. As nuvens começaram a rosnar e a água começou a cair.
Segunda, terça, quarta, quinta e sexta...5 dias de chuva! Os especialistas no tempo dizem que sábado também será molhado. Ora, isso desanima qualquer um! Será que São Pedro está querendo testar nossos nervos? Até gosto de uma chuvinha, mas sinceramente eu já estou de mau humor. Odeio andar de guarda chuva, odeio quando andar com os tênis molhados.
Chuva é um fenômeno estranho, capaz de gerar diversas opiniões, diversos conceitos. A chuva é poética quando a admiramos. Nos filmes de terror, ela ganha um tom dramático e sombrio. Ela pode ser triste quando coincide com notícias ruins. É alegre quando queremos fugir de um dia quente e abafado (quem nunca tomou um gostoso banho de chuva?). Ela é milagrosa quando a seca castiga a agricultura ou arrasadora quando é incessante. Estraga viagens, mas acalma o sono. Pode ser forte, fraca, com vento, sem vento, fria, quente, ácida... Ou seja a chuva tem diversos tons, diversas interpretações...
Ame ou a odeie, ela foi feita pra isso. Pelo menos é assim que os homens pensam.


Ta tocando no iPod: Deixa Chover - Chimarruts

sábado, 5 de setembro de 2009

"Kanye West é um idiota"

Esta declaração foi feita pela polêmica (e original) cantora Pink.
No início achei um absurdo, afinal, Kanye era meu ídolo, um grande artista, com uma criatividade acima da média. O acompanho desde o início da sua carreira. O dramático acidente, a volta triunfal, a morte da vó, da mãe, seus discos cada vez mais diferentes. Nunca suportei a sua conhecida arrogância, mas achava que era forçada.
Odiei Pink, mesmo só lendo o título da matéria. Resolvi ler e descobrir o porque este ódio. Não sei se deveria, acabei matando um ídolo. Pink chamara Kanye de idiota por um motivo nobre. Durante um desfile ele reclamou, ao lado dela, que faltavam mais peles. Reclamou o tempo todo, dizendo que era um grande fã de pele. Ora, que idiota! Realmente um grande idiota.
O que será que passa na cabeça de uma pessoa pra ser fã de pele? Será que ele não sabe como isto é obtido? Ou será que ignora isso?
Já vi inúmero vídeos na internet de animais sendo cruelmente mortos. Animais inocentes, que as vezes não tem a sorte de morrer rapidamente. Como pode alguém ser fã disso? Fã de uma crueldade sem sentido.
O uso da pele só poderia ser justificado para evitar o frio, se não houvecem tecidos fortes suficentes para evitá-lo. Mas não, hoje a pele não é usada pra evitar o frio e sim para fins estéticos. Para o deleite de pessoas ignorantes, que só querem saciar sua vaidade.
Continuo admiranda o artista Kanye West (se bem que o último album foi uma merda), só que o ser humano Kanye West perdeu muito do meu respeito.
Querem saber mais sobre o assunto? Clique aqui e veja a reportagem sobre o fato!
Ta tocando no iPod: Scar Tissue - Red Hot Chilli Peppers