sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Apocalipse

Quando falamos em apocalipse, logo imaginamos a terra se abrindo, ondas gigantes e vulcões em erupção. Até pouco tempo atrás, o fim do mundo só seria possível em três situações: 1) Castigo divino; 2) Guerra nuclear; 3) Se um asteróide gigante atingisse a Terra. Ainda tem uma quarta possibilidade: invasão extraterreste, mas duvido que exista uma criatura mais perigosa do que o ser humano.
Analisando o recente sucesso do filme “2012” cheguei à conclusão de que o homem adora ver sua destruição, coisa que não consigo entender, por isso, desde pequeno odeio este tipo de filme. O que mais me intriga e revolta é ver que as pessoas acreditam que o fim do mundo pode acontecer do nada, que vamos ser extintos simplesmente por ter acabado nosso contrato aqui na Terra. Poxa, o mundo realmente está entrando em ruínas, mas não porque os Maias previram ou porque Deus quer novidades. O mundo está em crise existencial por NOSSA culpa. Nós é que não respeitamos suas regras, nós é que causamos desequilíbrio na natureza, nós é que administramos mal as coisas. O pior de tudo isso é saber que ainda há salvação, que precisamos mudar nossa cultura, nossos hábitos, mas isto é demais, pode interferir na economia global. A lógica é: pessoas podem morrer aos milhões, mas a economia deve ser manter estável. Pelo menos é essa a impressão que os lideres mundiais me passam ao “titubear” quando falam sobre os problemas ambientais que vivemos. Por que tanta conversa e tão pouca ação? Por que tanta demora para tomara decisão que todos sabem que é a mais sensata!?
Ando bem preocupado com o futuro, tentando desesperadamente me reeducar e educar as pessoas a minha volta. Vejam só a situação aqui no Rio Grande do Sul. Está chovendo demais, milhares de pessoas estão sem abrigo, outros milhares estão sem comida, sem água potável, sem luz... Tudo isso ao meu redor! Eu sou testemunha de um pequeno apocalipse, que, mesmo minúsculo, está causando muita dor e tristeza. Como podemos dormir com isso? Como podemos fazer planos? Sim, admito que sempre fui complexado e me impressiono com pouco – há quem diga que desdobro demais pequenos assuntos. Mas já ultrapassamos o campo das hipóteses. Isto é real! E dá medo...
Por isso, faço um apelo a vocês raros leitores. Tenham consciência sobre o momento delicado do mundo, saibam valorizar a vida, a natureza... Se cada um fizer sua parte, certamente sairemos dessa. Este é um apelo de um jovem que quer morrer velinho, numa cama com a família em volta, tendo a certeza que teve uma vida de realizações e não morrer correndo de uma onda gigante ou esmagado pelo vento.

Um comentário:

  1. Caramba não tem nem o que comentar sobre seu texto, está perfeito e é a mais pura realidade.
    Também não gosto desse tipo de filme, parece mesmo que o homem gosta de ver sua destruição, não só nos filmes, mas, também na realidade a falta de cuidados com o planeta mostra que é isso.

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