terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Especial Uruguai - Montevidéu I

Capitulo IV – Montevidéu, Amor a Primeira Vista

Olhar a paisagem das estradas uruguaias se torna cansativo depois de 10 minutos.
Explico. O Uruguai é um país plano, sem montanhas ou depressões. Plano. Então a única coisa que enxergamos são planícies verdes e vacas, eventualmente ovelhas, e algumas fazendas. Resolvi então ler um livro para fazer o tempo voar. Minha tática funcionou, sem eu perceber, passaram-se duas horas e o lindo aeroporto de Montevidéu estava no meu campo de visão.
Meu interesse em ir para Montevidéu surgiu quando li uma entrevista da atriz Juliane Moore, que protagonizou o filme “Ensaio Sobre a Cegueira”, que teve cenas gravadas em diversas cidades, entre elas a capital do Uruguai. Na entrevista,, ela disse que se encantou com Montevidéu. Então percebi que era uma cidade tão próxima e que não seria difícil descobrir se ela estava certa. Claro que antes de viajar fizemos uma breve pesquisa com pessoas que já tinha tido a experiência. Algumas falaram muito mal, dizendo que era uma cidade velha e sem graça. Hoje posso dizer com todas as letras que estas pessoas estavam enganadas ou, no mínimo, que não compartilham do mesmo conceito de beleza que eu tenho.
Montevidéu impressiona aqueles que admiram uma cidade planejada, bem conservada e cheia de detalhes arquitetônicos. É impossível não perceber o equilíbrio entre o tamanho dos prédios, a harmonia entre eles. Vi um trânsito que flui bem (claro que era feriado, mas em Porto Alegre nem no feriado o trânsito flui), uma calma acolhedora da capital do país que um dia foi considerado a Suíça da América do Sul. Eu me apaixonei pela cidade, imaginei como deve ser bom morar ali...
O trajeto do ônibus até o hotel, que ficava no centro, foi longo, cerca de 20 minutos. Fomos pela costa, admirando as lindas e limpas praias, que, como em Piriápolis, tinham uma areia fofinha e uma água limpa. Também passamos do lado do famoso parque Rodo e a impressão não poderia ser melhor.
Chegamos ao hotel antes de escurecer, aliás, lá só escurece depois das 21h! Houve aquela pequena confusão de entrega de chaves e distribuição das malas. Algo bobo, mas que parecia uma tragédia para um ariano apressado como eu. Eu queria sair, conhecer o máximo que desse nas duas horas que tínhamos até o jantar de Ano Novo. Já a Nathi, o cérebro da dupla, achava que tínhamos que nos acomodar no quarto e fazer algumas compras no supermercado (que já ia fechar). Também trocamos alguns Reais por Pesos, na única casa de câmbio aberta (que fazia uma troca absurda, lá o real valia 20 centavos a menos). Claro que não gostei da função, mas sabia que era necessário. Afinal teríamos tempo para curtir a cidade nos próximos dias.
Gostei do quarto do hotel. Era simples, mas bem aconchegante – quase idêntico ao quarto do hotel Buenos Aires (apesar da Nathi não concordar com isso). Um banheiro (com banheira, nada demais), uma cama grande, rádio, frigobar e uma TV plasma (ou LCD? Nunca sei). Logo tivemos a primeira surpresa desagradável: um cano havia estourado, não teríamos banho quente. Apesar de estarmos no verão, fazia frio naquele início de noite em Montevidéu, acredito que uns 17 graus, com vento. Foi meio estranho e desafiador, porém conseguimos (com dificuldades) tomar banho. Hoje até dá pra rir da situação, apesar de na hora ter sido bem chato e irritante.
Banho tomado, roupa vestida e perfume colocado. Era hora do jantar no restaurante “El Fogon” . Começava a mágica noite do Ano Novo que contarei no próximo capítulo.

Som do Camaleão: Better Dayz - Tupac

3 comentários:

  1. "O camaleão está": MEGA verde, eu quis votar mais de uma vez, mas não deu (deve ser porque é desonesto). ADOREI! Fiquei com muita vontade de sair para conhecer outros horizontes! Parece ter sido ótimo. Estou no aguardo do restante da história!

    ps: Respondi o seu comment lá no de férias

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  2. Que bacana, parece ser um lugar legal para se ir.

    Muuuuuuuuuuuuuito obrigadaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa. Adoro gente de bom coração, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada!!!!

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  3. Apesar de ter visto poucas coisas da janela do quarto da para ver o que nos esperava daquela cidade!!!Obrigada pelo cérebro!!!!

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