sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Especial Uruguai - Montevidéu II


Capítulo V – Os Fogos e a Estrela
Eu estava (mais uma vez) morto de fome quando nos dirigimos (a pé, pois era do lado) para o El Fogon. Chegando lá deu pra perceber que era um daqueles restaurantes aconchegantes, feito para famílias comemorem aniversários mais discretos ou coisas assim. Assim que entramos fomos bem recebidos pelos funcionários, que nos indicavam o segundo andar e desejavam boa noite. Lá seria nosso jantar de Ano Novo. Sentamos em uma mesa com nosso vizinhos de poltronas no ônibus, que a essa altura já eram nossos amigos.
Tínhamos três opções de jantar: peixe, frango ou carne. Todos vinham acompanhados de batatas fritas e arroz. Eu escolhi carne, como todos na mesa. Veio um pedaço suculento, grande mesmo...Decepção só na bebida. O refrigerante foi servido em uma jarra e estava sem gás e a cerveja estava, pra variar, quente (do jeito uruguaio). Tenho que comentar sobre os banheiros. Na maioria dos lugares em que estivemos, só havia um banheiro, que era usado por homens e mulheres. Estranho não?
Depois da janta voltamos ao hotel e nos preparamos para o Ano Novo na praia de Pocitos, onde haveria uma queima de fogos. Cada um levaria sua espumante ou seu “meio a meio”, bebida muito cultuada por lá.
Foram cerca de 20 minutos do hotel até a praia. Nossa expectativa era encontrar muita gente na beira da praia, mas não havia ninguém, exceto um ou outro grupo de brasileiros. Motivo? Cultural. No Uruguai as pessoas passam o Ano Novo em casa com a família. Tudo para às 22 horas. Tudo mesmo (claro com algumas, mas raríssimas, exceções), voltando a funcionar à 1 hora. Foi uma cena engraçada; os brasileiros festejando na beira da praia e os uruguaios assistindo na sacada de seus belíssimos apartamentos. Lá ficamos, a espera do novo ano, da nova década. Vale ressaltar que nesta hora já estava ventando e fazia frio – eu, por exemplo, estava de casaco.
No meu relógio ainda faltavam 5 minutos para a meia noite, quando a queima de fogos começou. Ela não se concentrava em um único ponto, podíamos olhar para qualquer lado e veríamos fogos de artifício colorindo o céu escuro. Foi nesse momento que a Nathi se animou, feito uma criança, emocionada. Seus olhos brilhavam, como uma estrela. A todo o momento ela me abraçava e dizia “olha amor, olha que lindo”. Eu olhava, mas estava mais interessado naquela felicidade, traduzida em um olhar. Não é todo dia que podemos presenciar alegria tão pura...
Eu me sentia bem, feliz de estar ali. Feliz de estar com ela. Foi uma noite mágica, que nunca vou esquecer.
Som do Camaleão - I Gotta Feeling - Black Eyed Peas

Um comentário:

  1. Fogos lindos de mais...sem explicação a sensação que senti com os fogos emcima de mim um mais colorido que o outro!!! Minha maior felicidade era em estar ali e apreciar esse deslumbrante show ao teu lado!

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