quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Especial Uruguai - Montevidéu III

Praça da Independência
Capítulo VI - Lugares fantásticos, pessoas inesquecíveis.
Obs.: Um doce para quem ler e comentar este texto!
Depois da perfeita noite de Ano Novo fomos para o hotel tentar dormir um pouco. A ordem clara: deitar e tentar descansar o máximo que desse, pois no dia seguinte aproveitaríamos cada minuto possível para conhecer Montevidéu. Acordamos cedo, com uma disposição que superava o sono. Fomos direto para o café da manhã no hotel – não há nada que eu preze mais em um hotel do que um bom café da manhã. As boas opções do hotel Barmoral não me decepcionaram. Nossa intenção era comer muito, para termos energia para a forte caminhada que faríamos – e também para economizar na hora do almoço.
Nosso entusiasmo era gritante, entretanto, logo levamos um banho de água fria. A Avenida 18 de Julio (principal avenida de Montevidéu) estava vazia. Leia bem: VAZIA. Para eu não ser injusto, ainda havia uns mendigos, mas eles estavam dormindo. Aliado a isso, havia muito papel rasgado no chão (devido a tradição dos uruguaios rasgarem e jogarem pela janela os calendários e agendas no último dia do ano), o que dava a cidade um ar apocalíptico. Sabe o filme “Eu Sou a Lenda”. Era esse o cenário.
Lógico que ficamos assustados, afinal, era um país diferente e estávamos sozinhos. Nossos primeiros passos foram terríveis e não demorou a sentirmos vontade de voltar ao hotel. E voltamos, mas não por isso. É que saímos de casaco, mas sentimos que no decorrer do dia ia esquentar. Resolvemos tomar ar e enfrentar aquelas ruas desertas, porém, para nosso alívio e surpresa, aqueles minutinhos foram suficientes para que outras pessoas saíssem às ruas. Isso nos deu ar para seguirmos confiante, agora sim começávamos nosso passeio.
Paramos para tirar fotos na belíssima praça Fabini e nos belos prédios antigos ao seu redor. Tivemos a sorte de nesse momento conhecer um casal especial, a Patrícia e o Rodrigo. Eles estavam tirando fotos e nos oferecemos para tirar deles juntos, gesto retribuído por eles. A partir daí achamos novos companheiros para a nossa caminhada e saímos em direção a Praça da Independência. A praça tem um monumento grande e imponente, em homenagem ao herói do povo Uruguaio, o militar José Artigas. É impressionante como sua imagem é cultuada na cidade, esse é o maior dos 3 monumentos que eu vi (talvez haja mais) espalhados pela cidade. Ao redor da praça temos o Palácio Salvo, a antigo e a nova sede do Governo, o Teatro Sólis e a Porta da Ciudadela, um portal que representa a antiga entrada da cidade. Foram muitas e muitas fotos. Logo descobrimos que nossos novos amigos adoravam monumentos e prédios antigos como nós.
Depois da praça entramos na Cidade Velha (estou aportuguesando as nomeclaturas), é como se entrássemos em uma cidadezinha da Europa, com aquelas ruas apertadas e edificações antigas (imagino pelos filmes que vi, pois ainda não fui para a Europa). Claro que num ou outro ponto há um prédio mais novo, só que ele fica invisível no meio de tantos prédios históricos (que são bem conservados).
Tivemos uma estranha experiência. Parecíamos os donos da cidade, já que neste ponto éramos os únicos a perambular pelas ruas. Passamos pela Catedral (que não coube na foto), Praça Zabala, pelo calçadão da Sarandí, por pomposas sedes de bancos... Passaram-se quase duas horas até chegarmos ao Porto da Cidade. Infelizmente naquele dia o Mercado Del Puerto estava fechado. Neste momento entramos em um pequenos desespero, pois sentíamos muita sede e não havia nenhum lugar aberto para comprarmos água. Achamos então um vendedor de picolé e atacamos o pobre homem. Acho que um picolé de limão nunca foi tão apreciado. Com a sede parcialmente morta, aproveitamos para andar no calçadão, admirando o mar e a bela paisagem. Agradeci pelo belo dia que fazia e pelo acaso de encontrarmos aquelas duas pessoas tão legais (sorte que voltamos para o hotel). Voltamos ao centro procurando um lugar para almoçarmos. Abrimos um sorriso quando vimos que a cidade começava a acordar. A tarde prometia.


Som do Camaleão - The Fugees - Fu-Gee-La

2 comentários:

  1. Nos poucos minutos que eu gasto lendo sobre a viagem eu viajo junto. Confesso que não consigo imaginar muito as coisas, mas esqueço de tudo ao redor! Tô adorando as suas férias, continue escrevendo e se der mostre algumas fotos depois!

    Um bjo;*

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  2. A cultura dos Uruguaios realmente me fascinou...eles fecharem tudo para passar a virada com a familia é fantastico....e ps papeis picados é impressionante só quem já viu para saber do que estamos falando....pq é muito papel picado!!!
    o casal é muiro especial!!!!
    esta muito bom....ainda mais relembrando todos esses momentos!!!

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