quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Especial Uruguai - Montevidéu V

Parque Rodo

Capitulo VIII – Encontros e despedidas
Era o nosso último dia em Montevidéu, na manhã seguinte iríamos embarcar no ônibus antes de o Sol nascer. Havíamos marcado às 9 horas com nossos amigos, mas o relógio não despertou! Incrivelmente, esta não foi nossa primeira experiência com este tipo de trapalhada, por isso, faz parecer mais cômico. Em Buenos Aires aconteceu a MESMA coisa. Acordamos, sem querer, 5 minutos antes do combinado. Lá na capital Argentina calculei que me vesti em menos de 1 minuto, devo ter melhorado a minha marca. Com a cara amassada, chegamos pontualmente à recepção do hotel, onde nosso amigos já nos esperavam. Pedimos 10 minutos de clemência, para pelo menos tomar um café, e fomos gentilmente atendidos. Após este despertar desastrado, fomos a pé até o Mercado Del Puerto, que hoje estava aberto. O mercado é muito organizado, limpo e oferece algumas opções gastronômicas interessantes. Internamente ele é escuro e não chega a ter uma arquitetura impressionante. O que me impressionou foi a parte externa. Ruelas que acomodam antigas construções e lembram muito algumas cidades da Europa. Há uma fonte, onde é possível até beber água – o que não recomendo, pois é horrível - e tirar fotos. Vale ressaltar que neste dia a cidade já estava movimentada, aliás, no fim da tarde do dia anterior já estava.
Nossa manhã passou muito rápida. Tivemos que voltar, pois nosso amigos iriam embora depois do meio-dia. Fomos até o hotel deles para nos despedirmos e trocar endereços e telefones. Apesar de termos convivido durante um dia, fizemos muitas coisas e deu pra perceber que são pessoas muito especiais.
Depois da triste despedida, nos encontramos novamente sozinhos e traçamos uma rota de passeios à tarde. Dispensamos o passeio até Colônia do Sacramento, não por na obter interesse é que preferimos conhecer bem uma cidade a conhecer várias pela metade.
Pela tarde, fizemos algumas compras no centro, nas fantásticas lojas de artesanato e algumas lojas de roupa. Comemos um delicioso sorvete e decidimos percorrer um pouco da avenida principal, a 18 de Julio. Tiramos fotos e mais fotos, mas o Sol estava quente e então decidimos voltar, comer algo e pegar um táxi para o Parque Rodo.
Descemos na frente da Sede do Mercossul e vislumbramos uma praia cheia de gente- como era bom ver pessoas! O parque é lindo, bem conservado e tem uma grande área. A paisagem era composta por muito verde, um castelo, alguns monumentos e casais apaixonados andando de pedalinho no lago. Muitas fotos foram tiradas ali.
No final do parque, sofremos um terrível ataque de mosquitos (e eram 16h), que pareciam nos perseguir, para desespero da Nathi. Foi um ataque cruel e covarde, mas resisitimos bravamente – eu fiquei cheio de bolinhas vermelhas depois.
Tive a estúpida idéia de ir a pé até o Castelo Pittamiglio, achando que ficava perto – foi quase uma hora de caminhada. Recebi algumas reclamações da minha companheira, mas nada que um café com uma vista panorâmica não resolvesse.
Depois do café, fomos, de táxi, até o shopping Punta Carretas, uma antiga prisão.
Não curto a ideia de ir a shoppings, mas este, assim como a Galeria Pacífico em Buenos Aires, são casos diferentes. Por fora uma linda arquitetura, por dentro um shopping chique, com muitas luzes e decoração natalina. A Nathi se encantou com a decoração, que era toda da Disney. Eu me encantei com o Supermercado, que é muito limpo, organizado e tem uma padaria fantástica! Com bolos de dar água na boca! Ficamos quase duas horas ali e quando saímos já havia anoitecido.
Estávamos mortos quando chegamos no hotel, afinal, caminhamos muito. Arrumamos as malas ouvindo uma rádio local e depois nos jogamos na cama (ta, eu como bom preguiçoso nem arrumei nada e já estava atirado). Decidimos comer uma pizza ali perto. Surpreendentemente tive forças pra atravessar a rua.
Amanheceu. O fim de uma viagem é sempre triste, sempre ficam momentos preciosos, que enriquecem uma vida. Na viagem de volta ainda fizemos umas compras na zona franca no Chuí e passamos quase 10 horas (ou mais) dentro do ônibus. Chegamos à noite exaustos pela viagem e felizes por mais uma meta atingida.
Felizes por perceber o quanto o mundo é grade e como devemos agradecer pelas possibilidades que a vida nos dá.

Som do Camaleão - Fade To Black - Metallica

Um comentário:

  1. Adorei esse Diário de Bordo que escreveste.Me senti viajando c/
    vcs.
    Deve mesmo ter sido uma viagem inesquecível.Espero que nas próximas,tu faça novamente um diário p/ eu poder, pelo menos na imaginação,
    acompanhar esses roteiros que só pela leitura me fizeram viajar e imaginar as belezas que viram.
    Obrigada pela viagem...valeu!!!

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