quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Listas - As 5 piores adaptações da literatura para o Cinema

A leitura é um dos melhores hábitos que alguém pode ter. Através dela, exercitamos nossa imaginação, interpretando as palavras do autor e transformando-as em imagens. O charme da leitura é o fato de não existir uma regra para a interpretação. É claro que ninguém vai imaginar um dragão vermelho se o autor diz que é um dragão azul. Mas, se ele não especificar o tom de azul, será o da nossa preferência. Quando ele descreve uma cena, ela acontece na nossa mente do jeito que quisermos, às vezes até ignorando um ou outro detalhe que ele colocou, só para encaixar na nossa preferência. Ler é isso, é dar vida às palavras. E é isso que os diretores de cinema fazem quando resolvem adaptar uma obra literária. Assistimos a reprodução da imaginação deles (claro que não só de uma pessoa, mas de um conjunto, dã).
Sinceramente eu gosto quando um livro é transformado em filme, porém, devo admitir que quando isso é anunciado eu tenho duas reações imediatas (se for um livro que eu já tenha lido, é claro): Euforia e medo. Apesar de gostar, eu tenho muito medo de adaptações, porque há uma grande possibilidade delas serem decepcionantes.
É óbvio que reconheço que há dificuldades nesse processo e que é impossível reproduzir todo o livro em um filme, afinal, trata-se de uma adaptação. Mas há exemplos recentes de como isso pode ser feito com sucesso, mesmo que sejam necessários alguns cortes ou ajustes na história. Não é ótimo quando uma cena acontece exatamente como você imaginou? Vivi isso em Harry Potter e o Prizioneiro de Azkaban, por exemplo.
O problema é quando a essência do livro é esculhambada. Quando detalhes importantes são alterados ou criminosamente arrancados da adaptação. É horrível a sensação de impotência que um fã sente quando vê a obra que ele tanto preza ser destruída por ambições comercias. Assim nascem os filmes ruins, lançados as pressas com uma única meta: ganhar dinheiro. Abaixo eu listo 5 filmes que representam bem o que eu estou falando.

Tróia
Pensei muito antes de colocar esse filme na lista. Não posso dizer que é um filme ruim, pelo contrário, até me empolga pelas belas cenas e boas atuações, mas tem o defeito que a maioria das grandes produções de Hollywood (e da cultura estadunidense) carrega: Ignorância cultural.
O filme de Tróia é baseado na mistura dos dois maiores poemas de Homero, Ilíada e Odisséia, uma mistura que não é feita para resgatar essas histórias e sim atrair multidões.
Aquiles é um grande erro. Há uma nítida intenção de exaltar a beleza do Brad Pitt (que é talentoso demais para ser resumido a isso) e pouca preocupação com as características pessoais de seu personagem. Pra começar, Aquiles era bissexual, algo comum na Grécia Antiga (os gregos viam o relacionamento entre um homem e um rapaz como algo virtuoso) e Pátroclo era seu suposto amante, algo que foi “esquecido”, pelos realizadores do filme, que o transformaram em primo. Ficou claro que o preconceito mandou nessa contextualização. O Aquiles das telas é machão demais, uma máquina de lutar e pouco sensível. Mas o Aquiles que Homero exalta era sensível, capaz de gestos de extrema ternura e de incontroláveis ataques de fúria.
Outra coisa estranha é que na história de Homero, Aquiles e Paris morrem antes do Cavalo de Tróia ser construído e enviado para a cidade. Eles não têm participação no desfecho da guerra, que durou 10 anos e não alguns dias como o filme indica. Ah, é bom esclarecer, na história verdadeira, Menelaus não morre, ele triunfa em Tróia e leva Helena de volta à Grécia.
Um erro crucial do filme é ignorar a mitologia grega, que é presente nas obras de Homero e que, reais ou não, norteavam o pensamento daquela época. Aquiles mesmo era um semi-deus e isso nem é citado (até onde eu lembro). Há outros erros, mas é preciosismo demais citá-los.

Veredicto final: É a visão hollywoodiana da história, cheia de falhas, mas que não chegam a ser um absurdo. É um ótimo blockbuster, mas não pode ser levado muito a sério.

Código Da Vinci
Código Da Vinci sempre carregou o sucesso consigo. Sucesso pela polêmica teoria que apresenta. Sucesso pelo bom livro que é. Todos os fãs ansiavam pelo filme, na expectativa de ver o suspense das páginas transcritos nas telas. É preciso admitir que o diretor não cortou muita coisa, os detalhes, as falas, a maioria dos elementos do livro estava lá. Mas não funcionou.
Como um livro com ritmo tão frenético pode se tornar um filme tão monótono? Como!?
O fato é que Dan Brown possuem um incrível dom de te estimular a ler mais. Você não quer fechar o livro e ler depois, você quer engolir as palavras. Você fica desesperado pra saber o que acontece. Mas o filme corre por um sentido oposto. É chato, tem o ritmo lento e não há química entre o casal protagonista. Mas calma lá, um dos protagonistas é o Tom Hanks, um cara que me emociona quando conversa com uma bola! Pois é, nem Tom Hanks se salva. Aliás, ele não tem nada a ver Robert Langdon (o que é aquele cabelo?).
É preciso admitir que Código Da Vinci possui muitas informações, algo que funciona dentro do livro, mas que pode ser cansativo em um filme se não for bem trabalhado. E não foi. É uma pena.

Veredicto final: Apesar do esforço para ser reproduzir os detalhes do livro, Código Da Vinci falha no ritmo e na construção dos personagens. Mas dá pra ver o filme, encaixa bem na proposta da Sessão da Tarde.

A Bússola de Ouro
Não é um filme tão ruim (nem excelente), mas é uma péssima adaptação. Assim como Código Da Vinci, o livro de Philip Pullman também cria polêmica com a Igreja (em um resumo bem tosco: Deus, Jesus e a Igreja Católica são os vilões da história), o que exige cuidados extremos no lançamento de um filme, já que o cinema é uma mídia com muito mais visibilidade. O absurdo acontece quando os roteiristas tentam amenizar essa polêmica e acabam infantilizando os personagens e a história. O livro não é feito pra criança, mas o filme é.
A impressão que tenho é que viram por cima uma história que tinha como personagens principais uma menina e um urso polar e acharam que isso poderia ser fofinho. MAS NÃO É! NÃO É! A história é ideológica! Por que mudar? Por que querer transformar uma história, mudando seu público-alvo?
Se acham que uma história pode causar problemas é simples: não façam uma adaptação! Não tentem agradar todo mundo, que vocês acabam não agradando ninguém. No fim das contas, gastaram milhões em efeitos especiais, locações e atores consagrados para irritar os fãs da série e não entusiasmar os leigos.
Mas agora a besteira já foi feita e o filme dificilmente irá ganhar uma seqüência (afinal, já se passaram 3 anos e as crianças devem ter crescido e a Nicole Kidman já deve ter colocado mais botox).

Veredicto final: Infantilizaram o tema do filme e destruíram a possibilidade de continuação. Fora isso, dá pra se entrer e ver lindas cenas com ótimos efeitos especiais.

Eragon
Entramos na zona podre da nossa lista. Até então, os filmes eram aceitáveis. Agora...
Eragon é um livro repleto de clichês, foi escrito por um adolescente, que na época tinha 15 anos e devia ser fã de Star Wars e Senhor dos Anéis, pois sua história tem alguma semelhança com essas duas obras. Mesmo assim, não posso dizer que Eragon é um livro ruim (até porque só li o primeiro). Não é um livro magnífico, mas tem seus méritos, tem suas particularidades e bons textos. Já o filme....
Ah o filme é uma bosta! Uma droga, que irrita de tão mal feito que foi.
É uma “coisa” superficial, feita as pressas, onde a história pula que nem um Canguru e os atores parecem tentar entender o que acontecem. Não há tempo para você simpatizar com os personagens, pois eles aparecem repentinamente e trocam uma ou duas frases, em diálogos infantis. Os efeitos visuais (que poderiam salvar alguma coisa) são fracos, os cenários são pobres, assim como o figurino. Não há qualquer tentativa do diretor em reproduzir o mundo do livro, aliás, não há qualquer tentativa de fazer alguma coisa. Parece, e isso é SÉRIO, um trabalho de colégio do tipo: “Representem em um vídeo, o livro que vocês leram”. Você vai lá, pega as partes que você considera principais, não se apega em detalhes, pouco se importa em dar vida aos personagens ou continuidade à história. É bem assim que o filme se desenvolve, sem ambição alguma. Nesse nível.
O pior é que me disseram pra não assistir e eu teimei. Pior ainda, eu aluguei essa droga e semanas depois deu na TV aberta...

Veredicto final: Abominável. Não serve nem como filme da Sessão da Tarde. Fique longe dessa coisa. Ugh...Me dá alergia só de lembrar dele.

 
Percy Jackson e o Ladrão de Raios - Como estragar uma história promissora.
Chegamos ao PIOR. Não digo que como filme Percy Jackson é inferior a Eragon, não, até pode ser melhor. Mas como adaptação é! É pior porque DESTRÓI um livro genial, que tinha grandes possibilidades de ser um fenômeno do mesmo nível de Harry Potter. Sério!
Me perdoem as palavras que irei utilizar, mas esse filme despertou minha fúria. A tentação de desligar o DVD era forte, mas eu tinha que testar minha paciência, ver qual era o limite da insanidade dos produtores desse filme. O pior é que eu tinha acabado de ler o livro e estava louco pra ver como ele seria retratado. No fim, tentei ver o lado positivo, que foi “ainda bem que não fui no cinema”. Vou tentar definir o filme pra vocês, espero que tenham paciência para ler até o final. Leiam isso como um alerta: não vejam esse filme.

LIXO, LIXO, LIXO! LIXO!

Não há uma palavra que descreva melhor esse filme.
Em primeiro lugar, adivinhem quem é o diretor? Chris Columbus, o mesmo do dois primeiros filmes de Harry Potter, que, olha a coincidência, são os dois piores da saga. Se ele não conseguiu impedir o sucesso e a continuação de HP, ele fez isso com maestria em Percy Jackson. Ele simplesmente acabou com a história do livro, sumindo com personagens, banalizando a mistura de mitologia grega com a cultura pop (que é feita de maneira genial por Rick Riordan, autor) e simplificando as coisas de maneira tosca, com a nítida intenção de fazer um filme adolescente comum, usando rostinhos bonitinhos, música pop, muita ação e pouco texto.
O sumiço de personagens é RIDÍCULO. Cadê Dionísio, deus do vinho e um entediado chefe de acampamento? Cadê Ares, deus da guerra e inimigo de Percy (que no livro protagonizam uma empolgante luta)? Cadê Clarisse, filha de Ares e rival de Percy? Cadê Chronos, Titã, pai da maioria dos deuses e grande vilão da história? Todos estes personagens não estão no filme. Sim, isso mesmo, o principal vilão da história não é citado. Aliás, Chris chega a colocar Hades como um vilão, coisa que ele não é. Ele é o deus dos mortos idiota, não o diabo!

(um minuto de silêncio pra não xingar a mãe de ninguém)

Mas o pior é o que ele faz com os protagonistas. O rapaz que faz Percy Jackson em momento algum me convence. Está sempre com um sorriso idiota na cara, querendo pousar de galã, como se estive no High School Musical. Aliás, Percy tem 12 anos e esse cara tem barba! A sua relação com Poseidon que deveria ser complexa é simplificada, tudo por um final feliz...
Anabeth no livro é inteligente, loira, nem um pouco vaidosa, carrega um boné dos Yankes (que lhe a torna invisível, mas pergunta se o boné aparece) e é a fiel amiga de Percy. Aqui ela é morena, produzida, patricinha e tenta matar Percy quando o conhece! Um ABSURDO! E Grover? PQP o Grover (perdão leitores, eu não resisti). O Grover, o tímido e fiel escudeiro de Percy, que ama a natureza aciam de tudo está mais para comediante de besteirol americano, porque não para de falar um minuto e só fala merda e quer pegar todas as mulheres do filme (sendo que ele é metade humano e metade bode).  É uma coisa constrangedora... E Luke? Um dos grandes vilões do livro é só um tapado que joga vídeo-game (hein? de onde tiraram que há vídeo-game no acampamento?) e ainda morre (coisa que não acontece, aliás, ele vence o confronto com Percy e se torna uma ameaça para os deuses). Isso sem contar que ninguém fala na Árvore de Thalia, algo fundamental para o desenvolvimento da história. Mas desde quando Chris Colombus dá importância para detalhes fundamentais? Pufff...
Aí alguém vai dizer que faltou tempo para encaixar esses detalhes. Eu digo NÃO, NÃO E NÃO. Esse diretor mediano conseguiu o feito de misturar fatos do segundo livro na história do primeiro. No filme há uma batalha contra uma Hidra, que só acontece na segunda parte da saga de Riordan, que eu juro que não sei como aceitou isso... Será que ele acompanhou a criação desse roteiro? Acreditem, eu só citei alguns erros cometidos. Há mais, bem mais, muito mais.
Enfim, nosso querido Chris Colombus, conseguiu um feito. Ele criou um algo extremamente confuso, resumido, cheio de buracos e que até podem agradar quem não conhece o livro, mas não faz com que eles se tornem fãs da saga. O pior é que ele gastou muito dinheiro pra fazer isso e ainda envolveu atores consagrados.

Veredicto final: É só um filmezinho pro Natal feito pra divertir os leigos e enfurecer os fãs e que dificilmente terá continuação. Ai, meu Deus! E se tiver continuação? M-E-D-O. Não veja se você aprecia seu tempo e não gosta de ser feito de idiota.

Bom, é isso ai leitores, espero que tenham lido e gostado. Gastei um bom tempo fazendo essa lista, que não representa nenhuma verdade, pois essa lista é pessoal, de livros que li e filmes que vi. Qual a sua lista?

9 comentários:

  1. Tróia: dormi todas as vezes que tentei assistir, até naquele churrasco chato de família. Não funcionou... Também não li a Odisséia e a Ilíada.
    Código da Vinci: não assisti, nem li e não ligo a mínima. :x
    A Bússola de Ouro: namorado sempre fala desse livro e tal. Preciso lembrar de assistir e ler depois que ler os que já estão na fila (lê-se vestibular).
    Eragon: exatamente o mesmo caso de Código da Vinci.
    Percy: mais um livro pra lista dos pendentes, sério.

    Na minha lista, como já disse, está Marley & Eu, aí lembrei dos dois filmes d'O Diário da Princesa (♥) que são terríveis e os livros (que são 10) são liiindos e talvez, Nárnia entre nessa lista, n'O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupas acontece tanta coisa, mas o filme não deixa a desejar. O Príncipe Caspian eu nem tive coragem de assistir. E estou esperando ansiosa pelo Peregrino... *-*

    Beijo

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  2. Pois é, eu não achei tão ruim o filme de Marley & Eu. Esperava mais, mas ele pelo menos traz o essencial e tem uma cena que me emociona muito, que é a despedida do dono do Marley. Se o cinema inteiro chorou é pq algum mérito ele tem.
    Eu estou louco pra ler Nárnia, é um livro que está na minha lista. Vou te dizer que isso me impede de fazer uma analise mais profunda do filme, que até gostei, mas senti que foi lançado as pressas, pra concorrer com Harry Potter.
    O fato não é cortar partes de um livro, a´te porque isso é necesário. Ruim mesmo é quando eles tiram o sentido do filme, criando uma história totalmente diferente.

    UM RECADO AGORA IMPORTANTE.

    TODA VEZ QUE EU POSTO ALGUMA COISA, LOGO EM SEGUIDA ALGUÉM MARCA VERMELHO. NÃO HÁ PROBLEMAS COM ISSO, MAS SE A PESSOA ODEIA MEU BLOG E MINHAS POSTAGENS TEM DUAS SAÍDAS:

    PARAR DE LER OU TER CORAGEM PRA SE APRESENTAR E ME CRITICAR. AGORA É UM SACO SABER QUE TEM ALGUÉM QUE NÃO CURTE E VEM AQUI DEMONSTRAR DE MANEIRA TÃO COVARDE.

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  3. Ainda não tenho a minha lista, mas já assisti a alguns filmes baseados em livros e a maioria foi bem ruim. Um que eu vi primeiro o filme e depois li o livro foi 'Clube da Luta' e achei o filme mooooito bom, bom demaaaaais! [Normalmente gosto de ler antes, mas pra ser sincera eu não sabia que esse filme tb era baseado num livro... rs]
    Bom, adorei o post e vou pensar na minha lista. bjs

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  4. Tróia... Eu adoro essa história. Gosto muito do filme porque sempre gosto de filmes épicos (ou quase sempre). Mas é mesmo decepcionante esse descaso com a história verdadeira. Mas é o exemplo perfeito de que a mídia não é um déspota e só. A mídia tmb dá ao povo o que o povo quer ver. Imagine você quantas críticas seriam feitas se Aquiles fosse mais sensível e feminino e bissexual. Como é que essa sociedade ia aceitar ver um cara que é um herói para muitos se revelando bi? Não pode, a sociedade não sabe lidar com isso!
    Bom, a gente poderia ir analisando cada erro do filme com base nos padrões da sociedade, mas acho que você consegue pensar nisso sozinho (se é que não já pensou em cada um deles).

    Ah, Eragon não era pra ser uma trilogia? Cadê os outros filmes? rs

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  5. Loo, eu não sabia que CLube da Luta é inspirado em um livro. É um ÓTIMO filme, clássico - eu tenho hahaha. Aliás, foi uma inspiração a ideia de Clube para o meu blog.

    Lari, tem razão e há um fato que comprova isso.
    Na mesma época (talvez um ano antes ou depois) foi lançado o filme "Alexandre, o Grande", que não escondia as preferências sexuais do grande conquistador. O filme é muito fiél à história, mas foi um fracasso em bilheterias e crítica, algo que foi imediatamente ligado ao fato das cenas "fortes" entre homens. Puro preconceito.
    E por favor, vamos deixar Eragon sem continuação. Um erro é perdoável, três é caso de polícia. Os fãs do livro agradecem...

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  6. Uau, que post! Com certeza você soube expor sua opinião de uma forma que se comunica muito com o leitor. Não vou dizer que convence alguém, porque opinião é intransferível, mas faz quem lê ver o seu lado da história. Portanto, não se preocupe com o que me falou lá no Twitter: você não falou nenhuma besteira.

    O que não me impede de discordar, e concordar, com você em alguns pontos. Sobre "Tróia", vejo como uma visão muito particular sobre a história, um filme muito mais guiado pelo talento técnico de Wolfgang Petersen do que por qualquer outra coisa. O que disse sobre o Brad Pitt é verdade, ele é talentoso demais para se esconder em papéis como o de Aquiles, da forma como foi simplificado. Mais que isso, não tenho moral para falar: não conheço o original de Homero em detalhes.

    "O Código" errou ao ser a antítese do livro. Li uma crítica que chamou o filme de anti-entretenimento. Na época que vi pela primeira vez não percebi tamanha falha, algumas cenas até me envolveram, mas ler o livro de Dan Brown depois é concordar que Howard e o roteirista Akiva Goldsman se equivocaram ao privilegiar a informação que o escritor passa em sua narração, colocando-as acima do desenvolvimento dos próprios personagens em meio a trama, que acho ser o que Brown faz melhor. Langdon só ganhou personalidade em Anjos & Demônios, que está anos-luz a frente desse primeiro.

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  7. (continuando...)

    "A Bússola" foi uma decepção para mim também. Acho que o fato de eles terem absolutamente removido todas as implicações religiosas e filosóficas do livro o transformou em "mais uma obra de fantasia descartável", com belas cenas e tecnicamente perfeita, mas inegavelmente inferior ao livro. O próprio final do filme, que vem antes do final do livro, deixou muita coisa no ar e guardou o melhor clímax da série para... o começo, e de um filme que muito provavelmente nem vai existir. Uma pena, mesmo. Mas Nicole está linda e brilhante como sempre (não posso evitar, fã é assim rs).

    "Eragon" também não li o livro, mas perceber o quanto a trama é derivada de Star Wars é saber das fragilidades da obra literária e do filme. O diretor não tem experiência nenhuma e transforma uma história interessante, com bons atores (Robert Carlyle me impressionou de verdade), em entretenimento puramente descartável.

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  8. (última parte, eu juro...)

    E, por fim, Percy. Não vou dizer que discordo de você quanto as falhas do filme. E não li o livro para julgar se as intervenções foram absurdas ou não (pretendo ler em breve, e aí veremos rs). Mas achei uma injustiça você condenar, no texto, o Chris Columbus. Aqui ele fez um trabalho mediano mesmo, sem cuidado com os detalhes, quase reproduzindo o que fez com HP e seguindo um roteiro pobre, mas inegavelmente divertido. Agora, em HP eu sinceramente achei o trabalho dele muito equilibrado, feito com muito esmero, que produziu um mundo verdadeiramente mágico e estabeleceu uma boa parte da mitologia que hoje associamos a série. Acho injustiça condená-lo por esse trabalho anterior. Voltando a Percy, Uma Thurman conseguiu superar "Batman & Robin" como maior mico da sua carreira, então, me abstenho de mais palavras!

    Abraços!

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  9. Pois é Caio, devo esclarecer algumas coisas.
    Tá eu exagerei com o Chris Colombus. COncordo que ele deu a base para o Harry Potter, cresceu muito no segundo filme. O primeiro é clássico, mas com ceninhas tão bobinhas, porém não posso negar que explica bem o mundo da magia.
    O problema é que o que ele fez com Percy Jackson não foram errinhos, foram absurdos! Coisas que me fizeram mal, como fã da série. Só lendo o livro as pessoas entenderão o quanto ele errou (não sei se foi ele que fez o roteiro, mas o bom diretor acompanha o processo). Ele destruiu uma possibilidade, uma história, uma legião de fãs... Quando eu vi a Uma Thurman eu pensei "não, não Uma! denovo não" pensando exatamente no Batman.
    Por fim, sou fã da Nicole Kidman, ela é linda, mas inegavelmente abusou do botox no filme hehehhe até isso me traumatizpu.

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