terça-feira, 7 de setembro de 2010

A verdadeira história

Hoje é um dia importantíssimo para o Brasil, pois comemoramos a o momento em que deixamos de ser colônia para nos tornarmos um país independente. Inegavelmente é uma data linda, que todo brasileiro deve celebrar com orgulho, mas vocÊ realmente conhece a história da declaração da Independência?
Segundo os livros da escola Dom Pedro I surge em um cavalo branco, às margens do Riacho Ipiranga, sacando a espada diante de muitos homens e gritando com fúria: "INDEPENDÊNCIA OU MORTE".

Puffff....

Para com isso...
Não foi assim e você precisa saber disso se não sabe. Sou um cara  extremamente inconformado com a maneira que a História do Brasil e do Mundo é contada nossas escolas. Somos vítimas de um ensino totalmente distorcido e fantasioso, que cria falsos heróis, destaca revoluções e conquistas sanguinárias e detona com a formação cultural da sociedade. Aprendemos mentiras, que resultam em conceitos ignorantes. 
Outro dia li na Super Interessante que a história que é ensinada hoje em dia segue um modelo criado entre os anos 60 e 80, quando a ditadura militar governava o país. Naquela época algumas escolas  e professores sofriam com a censura e resolveram  que a História deveria ressaltar as grandes revoluções e as grandes conquistas do passado. A intenção era instigar o povo, que deveria perceber que a tirania nunca foi benéfica para a humanidade. Ok, digamos que a intenção era boa, mas o que foi feito foi uma manipulação escrota, tão condenável quanto o ato de censurar. Fomos privados da verdadeira história, veneramos heróis que nem foram tão heróicos assim, condenamos vilões que talvez nem fossem tão ruins.
O crescimento de uma sociedade e seu sucesso no futuro está diretamente ligado ao seu conhecimento do passado. Mentiras dificilmente irão contribuir para alguma coisa. Você, eu, seus filhos, amigos e etc, devem conhecer a verdadeira história porque ninguém é idiota para ser enganado. 
Trouxe um texto (que não é de minha autoria) que conta um pouco do Dia da Independência, de como de fato ele ocorreu. Não acho que você vai saber toda a verdade lendo o texto, mas vai chegar muito perto. Aliás, prepare-se para uma históra nada romântica e bem diferente da que você aprende, mas que em nenhum momento tira o mérito dessa grande conquista.

Boa leitura.

CADÊ O MEU IMOSEC?!
Nem cavalo (era uma mula), nem uniforme de gala (vestia roupa simples de viagem), nem um gritinho (muito menos um 'brado retumbante'). E foi no alto da colina - e não às margens do Ribeirão Ipiranga - que D. Pedro emitiu um desabafo declarando a independência do Brasil. Junto a ele, apenas dois mensageiros e os quatro cavaleiros que faziam "paredinha" enquanto mais uma vez se aliviava de uma diarréia fecunda causada pelas costelinhas de porco que comera na noite anterior em Santos, na casa dos Andradas.


O Príncipe Regente fora medicado ainda no litoral, com uma mistura de água, farinha de mandioca e açúcar, mas a beberagem pouco adiantou. Durante a subida da serra pela íngreme Calçada do Lorena, em direção a São Paulo, debaixo de muita chuva, foram necessárias várias paradas para o jovem "obrar". Próximo ao destino, mandou que a comitiva o aguardasse adiante pois precisava novamente defecar. Foi para o alto do morro do Ipiranga, a mais de um quilômetro das "margens do Ipiranga" e estava de calças arriadas quando os mensageiros chegaram.

Debilitado, sujo de fezes e de lama, leu as notícias, subiu as calças e disse aos acompanhantes que bastava, agora era ir contra Portugal ou morrer (primeira declaração). Foi então em direção à comitiva, que o aguardava no meio da encosta (ainda bem distante do ribeirão), e lhe comunicou formalmente a sua decisão, mandando que tirasse as fitas com as cores de Portugal que trazia em seus uniformes (segunda declaração).

Não houve nenhum grito (só se foi pela dor de barriga) e nem as margens do Ipiranga ouviram nada, porque estavam longe. Isto não diminui a bravura de D. Pedro ao nos desvencilhar de Portugal, embora se saiba hoje que a nossa independência se deu muito mais por interferência velada de Dona Leopoldina que propriamente pelo esforço de seu marido, mas isso é outra história.



D. Pedro I herdou de D. João a fraqueza gastrointestinal. Nas cartas que enviou à sua amante, Marquesa de Santos, cita por várias vezes seu problema. Numa de dezembro de 1827, ele conta: "Cheguei a casa, tomei a tisana (remédio) e obrei até agora cinco vezes e muito". Noutra carta, ele diz: "Eu não passei muito bem... depois obrei e agora estou perfeitamente bom...". Mas nem todas as cartas dele eram assim. Numa delas, de julho de 1826, dedicou um poema malicioso à amante:

"Este lindo passarinho canta,
brinca, pica e fura,
mas quando torna a repicar,
é mais doce a picadura."

(HAHAHAHAHAHAHHAHA)


A Marquesa de Santos recebia notícias dos problemas coprológicos até das filhas do Imperador. Numa carta de setembro de 1827, ele relatava que a filha de ambos, Duquesa de Goiás, "tomou um purgante de óleo de mamona, com que obrou três vezes e deitou uma lombriga".

Talvez receoso de que estivesse passando dos limites com assuntos tão grosseiros, D. Pedro se desculpou com a Marquesa, alegando numa correspondência de dezembro de 1827 que nele "a fruta é fina, posto que a casca seja grossa". Daí vem a expressão "casca grossa" para se referir a uma pessoa com pouca educação ou refinamento.

Uma curiosidade é a famosa tela de Pedro Américo retratando a cena do Ipiranga, pois hoje sabe-se que quase tudo nela representado é falso e que se constitui num plágio sem-vergonha da pintura "1807, Friedland" de Ernest Meissonier. Pedro Américo já tinha sido acusado anos antes de ter copiado a "Batalha de Montebelo", de Appiani, para fazer a sua "Batalha de Avaí". Veja no link abaixo como as telas do Ipiranga e de Friedland são muito semelhantes:


Embora menos espetacular, existe uma obra que retrata fielmente a cena do Ipiranga e que não é muito badalada: a tela de François-René Moreaux, intitulada "Proclamação da Independência", pintada em 1844, que está no Museu Imperial, em Petrópolis.

Texto de Celso Serqueira, retirado do site: http://www.serqueira.com.br/mapas/imosec.htm

Nota Final do Blogueiro
Agora pergunte a si mesmo: quantas histórias você aprendeu que provavelmente foram distorcidas como essa? Questione mais e mudará o mundo...

Ao som de: Despedida- Julieta Venegas

2 comentários:

  1. Já leu o "Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil"?
    Se não, leia. Super recomendo, vale muito a pena.
    Não á a leitura mais agradável e fluida de todas, mas muda nossa visão de Brasil e quiçá de mundo.
    Eu sou fascinada por História. Mas eu não acredito em nada do que é narrado em livro nenhum. Aliás, eu sou muito cética, com tudo, não só com a História...
    Enfim,
    beijo.

    ResponderExcluir
  2. Sabe, uma vez eu errei uma questão numa prova de história e fui questionar o professor. Saí de lá com a mesma nota de antes, mas lembro de ter perguntado: "Se vc mesmo nos disse que a história da Independencia não ocorreu bem como nos contaram, como é que o vc quer que eu acredite nas outras histórias contadas? Tudo não passa de versões e essa é a minha versão pra esse ocorrido. Me daria total na questão" HAHAHA!

    ResponderExcluir

Obrigado por estar aqui.
Comente! Afinal este espaço também é seu.