sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O fim do ano mais estressante da minha vida

Voltei!


Eu sei que ninguém está muito interessado em saber o motivo do meu “afastamento”, mas eu preciso desabafar virtualmente. Também acredito que tenha perdido um pouco dos meus raros (e preciosos) leitores, mesmo assim vou me justificar e ao mesmo tempo fazer um balanço do que foi 2010.



Eu tenho a estranha mania de comparar os anos que vivi, fazer uma relação mental de qual foram os melhores e os piores. Normalmente os anos ímpares são os melhores e os pares os piores, mas isso não é uma regra. Decidi fazer esse balanço de 2010 e o defini como o ano mais estressante da minha vida.



Não posso negar, ando muito estressado. Chego a ficar assustado com a facilidade que eu me irrito com pequenas coisas. Ando magoando pessoas que não merecem e fico muito mal por isso. Minha maior meta para 2011 é relaxar, achar um ponto de equilíbrio, onde eu seja uma pessoa tranqüila, sem ser um bobalhão. É difícil. O mundo exige cada vez mais ação, dá menos tempo para a reflexão. Às vezes só desejamos um momento para refletir, não pensar em nada, ficar de bobeira. Isso é cada vez mais raro. Há sempre uma pendência, que incomoda nos momentos de descanso. Preciso acabar isso, preciso resolver aquilo, preciso arrumar as coisas... É tudo ao mesmo tempo. O maior absurdo é quando transformo tarefas que antes eram parte do meu lazer, como ir ao cinema ou até mesmo postar aqui, em obrigação.



Eu to cansado, to estressado, to de saco cheio. Admito tudo isso.



Porém, durante o meu balanço mental de 2010, não consegui classificá-lo como um ano ruim. Muito pelo contrário. Estranho? Com certeza, mas tentei buscar uma explicação e achei uma satisfatória.



Ao admitir que estou estressado e que isso não está certo, eu noto um amadurecimento. Eu erro, sei que estou errando e vou tentar melhorar. Se vou conseguir é outra história. Porém, o fato de enxergar que algo está errado é positivo. Eu nunca cresci tanto como em 2010. Eu cresci como cidadão, como estudante, como ser humano. Passei a analisar as coisas por vários ângulos, entender que dificilmente encontraremos respostas para as perguntas do mundo, mas é nosso dever tentar responder alguma coisa. E quanto mais completas forem nossas respostas, mais significado terá a nossa vida. É preciso buscar conhecimento – não, eu não sou o ET Bilú.

2010 foi um mestre rigoroso, parecido com o Mestre Pai Mei (Kill Bill 2), que me ensinou muito, mas cobrou caro por isso. Teve bons momentos, momentos ótimos e momentos difíceis. Todos contribuíram para o meu crescimento.

Espero que 2011 seja um ano mais leve, que eu continue aprendendo, mas que não seja necessário levar tantas pancadas para isso.


OBS.: Férias! Férias! Férias! Nunca eu comemorei tanto por isso!

Ta tocando no iPod: Stand By Me – John Lennon

2 comentários:

  1. Eu continuo aqui e muito feliz por saber que você está de volta!

    Parece que 2010 foi um ano semelhante pra gente. Um ano estressante, mas que, no balanço das coisas não foi ruim. Só não sei ainda o que esperar de 2011 e nem sei se vou pensar nisso. 2010 me deu um baile e talvez seja melhor eu não desenhar o novo ano na minha cabeça de novo.

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  2. Você e a Lari disseram tudo, assim não vale!

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