segunda-feira, 2 de maio de 2011

O festejo dos vilões


Ontem à noite, o presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou ao mundo que o homem mais procurado do mundo, Osama Bin Laden, estava morto. Em minutos, as ruas americanas foram tomadas por estadunidenses eufóricos, que entoavam o entusiasmado grito nacionalista “U-S-A! U-S-A!”.
Cena cinematográfica. Repetida exaustivamente pelas principais emissoras do mundo, com a clara intenção de promover o “heroísmo americano”. Provavelmente vire um filme cheio de lágrimas, câmera lenta e uma boa  trilha sonora.

Seria emocionante, se não fosse patético.

Só há um sentimento que os estadunidenses deveriam ter sobre a morte do Osama: alívio. Só isso.

Alívio, por que o monstro que ELES criaram fechou os olhos pra sempre. Porque, para quem não sabe, Osama Bin Laden foi treinado pelos EUA durante a Guerra Fria e a maior parte de sua riqueza veio de cofres estadunidenses – inclusive da família Bush!

Então, hipocritamente, os EUA festejam a morte de Osama, alegam que ele foi o maior terrorista da história e que promoveu o maior atentado terrorista de todos os tempos. Não caia nessa! Osama foi um terrorista, um lixo humano, mas se for comparado aos homens de Washignton ele é um aprendiz (aliás, como é mesmo, afinal, quem treinou o Osama foram os EUA).

Os estadunidenses falam de combate ao terror, como se eles fossem os heróis, os mocinhos dessa históra. Não são! NÃO SÃO! Pior, são os verdadeiros vilões dessa história toda.

Eu poderia citar centenas de guerras que foram promovidas pelo Tio Sam, mas ia ser chato. Basta saber que  o maior fornecedor de armas do mundo são os Estados Unidos da América. Ninguém promove mais o terrorismo do que eles.

Aliás, quer que eu cite um terrorista muito mais poderoso que o Bin Laden? George W. Bush!
Ou vai me dizer que invadir um país, alegando uma falsa justificativa, bombardear inocentes, destruir o patrimônio histórico do local e denegrir a cultura desse lugar, estabelecendo um domínio autoritário sobre ela, não é terrorismo? O que o Bush fez no Iraque e no Afeganistão foi muito pior do que o atentado de 11 de setembro.

Então vamos parar com essa celebração patética. Até porque o Osama morto não quer quase nada. Pode até ser pior! Um homem morto passa a ser cultuado com mais fé, motiva muito mais seu seguidores. Se eu fosse estadunidense eu estaria tenso.

A guerra ao terror e a qualquer tipo de violência só vai ter fim quando a industria armamentista parar. Quando o ser humano deixar de ser infantil, deixar de crer que seus problemas serão resolvidos através da forças. Pelo amor de Deus, estamos na era da Informação e as pessoas ainda matam pra provar que estão certas.

Ok, você está lendo isso e achando que eu estou sonhando demais. Concordo, e é por isso que o mundo é como é. Ontem o Bin Laden morreu, quantos vão surgir amanhã?

Um comentário:

  1. Sua visão é incrível, Fábio, mesmo. Eu precisei que o Michael Moore, por mais tendencioso que ele seja, me abrisse os olhos para o quão suja é a política externa americana. Suja, atrapalhada, contraditória, tudo isso. E essa é uma verdade que pouca gente sabe, mesmo: que a própria CIA treinou a Al-Qaeda quando lhe interessava para a primeira Guerra do Golfo. Os EUA são tão cegos pelo poder bélico que têm que não medem consequencias e promovem guerras por motivos pífios, econômicos, absurdos!

    Assino embaixo do seu texto.
    Abraço!

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