quarta-feira, 13 de julho de 2011

Listas: 10 Motivos para gostar Prison Break


-Dexter acabou, e agora?

Parece exagero, mas quando terminei de ver todos episódios disponíveis de Dexter, minha série favorita, fiquei meio perdido. Carente (a palavra que resume meu ano até então). Até comecei a ver outras, mas nenhuma preenchia aquele vazio deixado pela genial saga de Dexter Morgam. Aí, minha amiga Iazana (minha consultora de séries ao lado da Gabriela Petrucci), me disse: “Assiste Prison Break, é melhor que Dexter”.
Eu ri. Duvidei. Mas em termos de séries, a Iazana é autoridade. Não seguir a indicação dela seria burrice. Ela nunca erra, nunca!
Não demorou pra eu descobrir  que novamente ela estava certa. Prison Break é genial. Não sei dizer se é melhor que Dexter, só posso afirmar que estão em níveis equivalentes de genialidade. O único pecado de Prison Break, é tentar ser genial demais. No final da série (que tem 4 temporadas), parece que os roteiristas meio que se perdem em algumas explicações. Porém, nada que comprometa a série numa análise geral.

Prison Break foi a primeira série que vi completa, e uma série tão especial, merece ser comentada de um jeito especial. Resolvi listar os 10 motivos para gostar de Prison Break. Espero que curtam (no sentido figurativo e no sentido literal – Botão CURTIR no fim do post) 

10) Vida na Cadeia
Prison Break começa em Fox River, uma prisão de segurança máxima sem histórico de fuga. Michael Scolfield, um promissor arquiteto é preso propositalmente e pede para cumprir sua pena na mesma cadeia em que seu irmão, Lincoln Burrows, está esperando sua execução.
O objetivo de Michael é fugir dali com o irmão, mas isso não depende só dos dois. Para o seu plano dar certo, ele precisa da ajuda de outros presidiários, alguns muito perigosos e traiçoeiros. Isso exige que ele conheça o lugar, conheça as pessoas, a rotina da cadeia. E uma cadeia sempre é garantia de bons dramas, bons conflitos.
É interessante ver a adaptação de Michael, a forma com que ele firma suas parcerias com diferentes grupos (grupos rivais, que cobram lealdade), os dramas pessoais de alguns presidiários, a corrupção dos guardas...

9) Vários vilões
O que não falta em Prison Break é vilão. Tem de todos os estilos. Tem o presidiário psicopata que persegue Michael (o incrível e pegajoso T-Bag), o mafioso sem escrúpulos que possuí dinheiro (John Abruzzi), a ambiciosa vice-presidente dos EUA que quer Lincoln morto a qualquer custo, a terrível, a empresa que detém um perigoso segredo e que mata qualquer um pra mantê-lo... E o mais interessante é que essa lista só aumenta com o tempo. Quando você pensa que já viu o pior vilão da série, surge um pior ainda! Isso sem contar que heróis viram vilões, vilões viram heróis. O lema de Prison Break é “não confie em ninguém, qualquer um pode ser perigoso”.

8) T-Bag
Falei em vilões, agora falo do mais carismático deles. T-Bag é um assassino cruel, um psicopata que fica no pé de Michael em TODAS temporadas... Quando você pensa que ele já era, ele surge mais forte. É muito fácil odiar o T-Bag, é muito fácil simpatizar com ele em alguns momentos. Pode ser característica minha, mas durante a série eu quis muito que ele morresse e quando isso estava perto de acontecer, eu pensava “mas que graça vai ter sem ele?”. Em alguns momentos ele é asqueroso, em outros é até engraçado. O sucesso dele foi tão grande, que o personagem atualmente aparece em outra série: Breakout Kings

7) Tensão
Aqui vai um aviso: Prison Break é tenso. Do início ao fim! É quase impossível você assistir um episódio por dia. Eu tinha que ver 4 pra ficar satisfeito – e só era vencido pelo horário ou pelo sono. O fato é que você fica inquieto no fim de cada episódio, sempre perguntando “o que vai acontecer?”. Muitas, mas muitas reviravoltas acontecem. Não tem como imaginar como será o desfecho da história. A segunda temporada é a mais tensa pra mim. Muita coisa acontece em pouco tempo. Quando você pensa que eles conseguiram, você percebe que eles estão muito longe disso. Aliás, essas reviravoltas funcionam quando você sabe que são 4 temporadas, mas imagino quem assistia na época – deve ser meio cansativo, por isso acho que a série perdeu audiência depois da 2ª temporada. A tensão funciona quando você pode ver capítulos em seqüência, como eu fiz, aí ela é ótima!
 
6) Fernando Sucre
Sucre é o primeiro amigo de Michael na prisão e no começo quer ficar longe do plano de fuga. A situação muda quando sua namorada, Maricruz, anuncia que está grávida e que não pode esperar ele cumprir pena para cuidar do filho. Desesperado porque ela vai casar com outro, ele entra de corpo e alma na ideia de Michael e se torna um dos mais eficientes ajudantes.
Destaco Sucre porque ele é carismático, principalmente por sua fiel amizade e por sua falta de maldade. Ele não tem muitas ambições, só encontrar com Maricruz e criar o bebê em paz, mas acaba envolvido na história de Michael e Lincoln. Além disso, protagoniza a maioria dos momentos engraçados, que aliviam um pouco a tensão da série...

5) Teoria da Conspiração
No começo da série, Lincoln insiste que armaram pra ele, poucas pessoas acreditam – só o Michael, mas no início ele também duvidou. Aos poucos a verdade sobre o “crime” que Lincoln cometeu vai sendo revelada e descobrimos que o problema dele é muito maior do que parece. Nos deparamos com agentes e departamentos secretos, queima de arquivo, jogos políticos, uma empresa assassina... Esses desdobramentos, essas descobertas são o que dão fôlego à série. Se Prison Break fosse somente uma série sobre fuga da prisão, não teria mais que uma temporada, talvez duas. É a teoria da conspiração, a “prisão maior” que os irmão enfrentam que torna a série autêntica.  

4) Sarah e Michael
Quase toda boa história tem um casal. Alguns funcionam, outros não. Em Prison Break, funciona. Michael se apaixona pela médica Sarah Tancredi, filha do governador que faz trabalho voluntário na cadeia (ou é emprego?). Inicialmente, seu interesse por ela era relacionado à fuga, já que o consultório médico é o ponto final da rota dos fugitivos. Depois ele admite que está apaixonado e se sente culpado por envolver ela no seu plano. Durante a fuga, Michael só pensa em Sarah e esta passa a entender seus motivos. O romance dos dois é leve, é até ser taxado de “sem sal” por alguns (poucos) fãs - eu prefiro dizer que é sutil.  O envolvimento deles vai crescendo gradualmente, até que você não consegue imaginar um sem o outro. Isso é tão forte, que causou constrangimento quando os roteiristas fizeram uma “cagada” na história. Após pressão dos fãs, eles tiveram que refazer a “cagada” e ficou pior ainda. Mesmo assim, é o grande casal que garante o final espetacular da série.

3) Série curta
Uma das coisas que mais me motivou a ver Prison Break foi saber que era uma série curta, de apenas 4 temporadas. Não me entendam mal. Eu torço para que as séries durem o máximo que der, se possível quero que Dexter tenha pelo menos mais 3 temporadas, por exemplo. Os roteiristas souberam o momento certo de encerrar. Nitidamente perceberam o esgotamento da história, já que após a 4ª temporada há pouco a dizer sobre o assunto (ainda rola um filme no final, que é excelente - apesar de repetir ideias da série). Mesmo com alguns deslizes, finaliza com honra o que começou – algo raro neste mundo de séries.

2) Tatuagem
Vou confessar. Uma das coisas que mais me atraiu em Prison Break foi a famosa tatuagem do Michael. Além de linda (sou fã daquele estilo gótico de desenho), ela é peça-chave pro plano de fuga, e a riqueza dos detalhes é exposta no final da 1ª temporada e na 2ª, quando o plano de Michael é dissecado pelo FBI. A tatuagem é incrível, mas certamente deu trabalho. Por causa dela, Michael aparece quase sempre de mangas compridas,  até mesmo em lugares onde a temperatura máxima é 40º! Isso me dava uma certa aflição... O problema foi resolvido na 4ª temporada, mas através de uma decisão que certamente deixou muitos fãs indignados (eu fiquei).



1) Michael Scolfield, o gênio
Logo no início da série, Sarah desconfia de Michael, já que ele não tem nada a ver com a cadeia. Aí descobre que ele é um gênio, com o QI muito acima da média. A história é desenvolvida em cima dessa genialidade. Michael tem sempre um plano pra tudo, consegue sair das piores situações com sacadas geniais. É como se fosse um MacGyver moderno (os mais velhos me entenderam)! Eu quase nunca adivinhava o que ele ia fazer, pois suas ações não eram previsíveis. Durante toda a série ele engana seus inimigos com uma facilidade absurda, às vezes até os amigos são surpreendidos por ele. Em todas, o público fica pasmo com a capacidade do rapaz. Essa característica é muito forte pra mim, os roteiristas quiseram criar um gênio e foi essa a impressão que ele passou. Parabéns pra eles e para Wentworth Miller, o cara que brilhantemente deu vida a esse inesquecível personagem.

Tá tocando no iPod: Forever - Kiss (dia do Rock, baby!)