quinta-feira, 7 de julho de 2011

O que você fez com os sonhos da infância?

Quem aí se lembra do que sonhava ser quando criança?
Sim, porque a coisa mais normal do mundo, no meu tempo de criança, era sonhar em ser alguma coisa. Toda criança saudável passa por essa fase (não respondo por essa geração que saí teclando do útero).
Geralmente os meninos curtiam profissões heróicas, que envolviam ação. Policial e bombeiro eram as preferidas.  Os mais entusiasmados, como eu, queriam ser astronautas. Eu lembro de como fiquei fascinado a primeira vez que fui no Planetário. Nossa! Sonhava em um dia ver o espaço de perto, sentir a gravidade zerada e testemunhar a vista infinita do Universo. Meu Sistema Solar de isopor (porque toda criança saudável faz um Sistema Solar de isopor) era lindo, colorido e cheio de detalhes. Durante um delicioso período da vida eu realmente acreditei que seria astronauta.
Depois vivi uma fase “jurássica”, onde tudo sobre dinossauros me interessava. Aí sonhei em ser arqueólogo, estiloso, como o Indiana Jones. Tinha aqueles esqueletos de dinossauro que vinham em revistas e brilhavam no escuro, imaginava como teria acontecido a extinção e discutia com quem considerava o T-Rex o maior predador de todos os tempos (o que é uma falsa verdade, pfff, aqueles bracinhos).
Mas os anos foram passando, e em algum momento da minha história eu fui perdendo esse entusiasmo com os sonhos. Não que eu cobre o fato de não ter me tornado um astronauta ou um arqueólogo, bem capaz. Eram coisas que me interessavam naquela época, uma fase.  Eu cobro o fim do entusiasmo, que resulta no fim dos sonhos.
Assim como eu, muitas pessoas deixam de sonhar... Quer ver?
Quantas vezes você já foi atendido por um profissional frustrado, que parece ter sido obrigado a estar naquele lugar e não faz questão de fazer seu trabalho direito? Quantas pessoas você conhece que odeiam a segunda-feira e entram em depressão quando ouvem a música do Fantástico?
São pessoas desiludidas, que perderam o foco na vida, esqueceram os sonhos e deixaram de estipular metas. Não vivem, apenas sobrevivem... Acharam um emprego que paga suas contas e se acomodaram, como se não houvesse chance de crescer, de conseguir algo melhor, que as deixe feliz de verdade. São pessoas que trocaram os SEUS sonhos por sonhos coletivos. Sonhos comuns, que dificilmente preenchem suas vidas.

Resolvi mudar. Resolvi arriscar e resgatar aquele entusiasmo infantil, que me motivava a saber tudo sobre aquilo que eu gostava. Vou transformar aqueles sonhos iniciais, usar a essência deles para me motivar.  Pois, quando há motivação, suas chances crescem, sua sorte aumenta, suas possibilidades multiplicam.
Vou tentar, não tenho nada a perder. E você?

Tá tocando no iPod: Regina Spektor - Eet

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