sábado, 27 de agosto de 2011

Especial Santiago: Centro Histórico part.2

Plaza de Armas
Saindo do Museu de Arte Precolombiano fui até à Plaza de Armas, o marco zero da cidade, que ficava perto. A praça é simples, o seu maior valor está nos prédios históricos que a rodeiam (entre eles a Catedral que é fantástica, vale a visita interna). No domingo uma banda marcial estava tocando no coreto, parei alguns minutos para ouvir. Depois tirei algumas fotos. Naquele dia estava cheio de turistas, aí era complicado tirar fotos legais - voltei outro dia e foi mais fácil, apesar de ser um dia útil.

Pequeno desvio
O próximo ponto era o Mercado Central. Desviei um pouco a rota pra dar uma olhada nas famosas lojas de departamento chilenas. Esqueça o conceito de lojas de departamento que você tem daqui. As lojas do Chile trabalham com uma variedade de grifes, famosas e desconhecidas, por preços tentadores. Na El Polar achei calça Ellus (sim, a marca brasileira) por 18 mil pesos, menos que R$80 (aqui custa uns R$130, no mínimo)! Também tinha calça Levi’s, Lee e outras marcas boas - a mais cara que achei foi R$ 120.
As lojas que eu fui eram gigantes, cada uma tinha um andar pra cada departamento. Quem tira o dia para fazer compras, pode se perder ali dentro. Além da El Polar, visitei as lojas Fallabela e Paris. Meu desvio foi só pra especular os preços, pra ver se deveria separar um tempo pra compras. Decidi que sim. Mais tarde descobriria que Santiago é uma cidade cara, muito cara. As únicas coisas realmente baratas eu encontrei nessas lojas de departamento.

Mercado Central

Antes de viajar, por coincidência eu vi um programa da Angélica gravado no Mercado Central de Santiago.
Eu fiquei impressionado com a organização do lugar. Mas TV engana muito. Se teve uma coisa que me decepcionou, foi o Mercado. O de Porto Alegre, por exemplo, é MUITO mais atraente e impressionante. No entanto, estava ali pela experiência de almoçar no Mercado, não para admirar ele.  Quando entrei fui atacado por vendedores de peixe, meu Deus, eu tava quase sufocando com o cheiro de peixe, quase dei meia volta e saí. Fui persistente, passei pelos “obstáculos” humanos dizendo “no, no, gracias”. Quando saí da confusão, fui determinado a não parar no primeiro lugar que enxergasse. Queria pesquisar. Mas...
Um cara me chamou: “holla gremista”. Fiz legal pra ele e segui. Pff, eu não ia parar por causa disso. Ele insistiu, “mira aquí”. Eu ignorei. Ele continuou, “Sólo quiero mostrar algo”. Aí pensei, que mal tem olhar algo? Aí o cara me mostra uma camiseta do Grêmio em um quadro, mas um quadro que ficava em destaque! Depois me mostra uma bandeira do Grêmio! Nossa, eu pirei! Vi que ele era funcionário do famoso Don Augusto, recomendado por muitos guias. Como o cara era legal, resolvi olhar o cardápio. No fim, acabei almoçando ali mesmo, no primeiro lugar que eu vi.
Mas foi bom. A comida era ótima. Com 40 reais eu comi um Salmão com camarão ao molho branco. Além disso, você tem direito a 3 guarnições. Também tomei uma cerveja vermelha que o cara me recomendou. (só não me pergunta o nome) Ótima! O Mercado é parada obrigatória pra quem curte frutos do mar. Quem não gosta, não é tão recomendado. A não ser que você seja como eu, um amante da história e faz questão de pisar em lugares históricos dos lugares que conhece. Um Mercado sempre representa a história do lugar, pois nesse local a economia da cidade começou a se desenvolver. Ali também tem umas lojas de artesanato, mas são meio caras - mesmo assim comprei um chaveiro por 1 mil pesos (4 reais), não achei por menos depois.
Fim do almoço. Era hora da sobremesa.

Sorvete de Rosa

Por sorte eu baixei aquele aplicativo da revista Viagem. Ele me indicou uma sorveteria especial, um lugar chamado Emporio de La Rosa. Este lugar é conhecido por oferecer sorvetes com sabores exóticos. Parada obrigatória pra mim. O mais curioso era o de rosa. Sim, da flor rosa.
Não chega a ser tão longe do Mercado, mas dei uma boa caminhada (a que fica na Merced, 291). Uma caminhada agradável, que me fez conhecer pontos do centro que não foram destacados no Guia, mas que valiam uma olhada. Afinal, se você fizer seu roteiro SÓ obedecendo guias, a sua viagem vai ser chata e incompleta. Andar fora da trilha é ótimo! Aliás, a trilha só serve como referência, só isso. Ela nunca deve engessar sua trip.
Ao chegar no Empório, me deparei com um lugar simples e acolhedor. Os funcionários que me atenderam foram simpáticos e fizeram questão de me dar provas de todos sabores que eu queria. O sorvete não pode ser considerado caro. Paguei menos de R$ 10 por 3 sabores. Achei que nunca voltaria ali, por isso minha escolha foi difícil - voltaria lá depois, mas é outra história. Escolhi o sabor de rosa, chocolate com pimenta e uma fruta típica do Chile (mais uma vez eu esqueci de anotar o nome). O de rosa é delicioso, o melhor dos três. Tem gosto de.... Não sei dizer, acho que vocês vão ter que ir lá provar.
Peguei o sorvete e fui para uma bonita praça ao lado, o Parque Florestal.

Parque Florestal

Ok, "bonita" não é o adjetivo correto para esse lugar. É mais do que bonito. É majestoso! O Parque Florestal foi um dos lugares mais fantásticos que eu já vi! Ele nem estava na minha rota, por acaso era do lado do Empório. O Parque tem um aspecto europeu, o que é justificável pelo fato de ter sido criado pelo paisagista francês, Jorge Dubois. Imagine aquelas praças de filme, principalmente de filmes românticos ou com fotografias que te fazem chorar de tão belas. Ali eu me sentei pra comer o sorvete e pensar no que faria depois. Era 13h30min quando resolvi caminhar pelo parque e admirar a sua beleza. No fim da caminhada, me deparei com o belo Museu de Bellas Artes. Tirei algumas fotos de longe, que não ficaram legais porque tinha uma obra ali no parque que aparecia na foto. Resolvi chegar perto, pois temia que não voltasse ali tão cedo. Estava tirando foto de uma escultura, quando fui abordado por uma cigana, que me pediu moeda sem parar. Não sabia como sair dali até que um cara me chamou, fazendo negativo com a cabeça atrás da mulher. Eu queria me livrar dela e fui com o cara. Já perguntando onde ficava a casa do Pablo Neruda, que era o próximo ponto. Ele me deu uma boa explicação, achei que tava tudo resolvido, mas o cara me pediu moedas. Foi uma das horas que mais senti medo. Estava cercado de pedintes e não sabia como sair dali. Pensei que ia ser assaltado, já que eles viram minha câmera... Só conseguia dizer "no tengo, no tengo" e fingir que procurava. Aos poucos fui dando passos pra trás. Pensei até em correr, mas teria que atravessar uma avenida gigante e uma ponte. Sem chances. Graças a Deus o cara entendeu, até repetiu a explicação e apertou a minha mão. Cara, até os pedintes chilenos são educados. Mesmo assim saí disparado, sem olhar pra trás.




Tá tocando no iPod: Quase Sem Querer - Legião Urbana

"Quantas chances desperdicei,
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém".


Amanhã: À procura do poeta.

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