sábado, 20 de agosto de 2011

Especial Santiago: Começo


Tudo começou com uma dica da Nathália sobre uma promoção do site Groupalia, que oferecia uma viagem de 4 dias para Santiago (Chile) com passagens aéreas,  hotel e uma ida aos Andes por “apenas” R$999,00.  Achei imperdível.  Primeiro porque sempre quis conhecer Santiago, sou apaixonado pelo Chile. Depois porque precisava de uma viagem para refrescar a cabeça, esquecer do inúmeros problemas que tive nesse ano. Precisava crescer, precisava superar tudo isso. E nada melhor do que uma viagem para renovar as energias.
Decidi ir sozinho. Não por egoísmo ou por birra. Era um desafio. Um desafio que fiz pra mim.

Lição número 1: o barato saí caro.

Meu primeiro erro foi acreditar que pagaria “apenas” R$999,00 pela viagem. Bobinho. Meu entusiasmo pela junção das palavra “aéreo, hotel, vale nevado e Santiago” me cegaram, e passei despercebido por detalhes importantes. O primeiro deles é o transfer. Sempre achei besteira esse negócio de transfer, mas aprendi a valorizar muito este serviço na viagem. Imagina chegar em um país desconhecido, em um aeroporto distante às 23h? Certo que você vai cometer besteira, por mais que tenha pesquisado. Eu sabia que tinha vans que levavam até o hotel por um preço baixo, mas logo que você pega sua bagagem, portas se abrem e você dá de cara com um serviço de transfer. A impressão que tive, era que só tinha aquele e paguei 20 mil pesos por ele, o que dá o absurdo de R$80. Depois passei que nem um idiota por VÁRIOS outros serviços... Podem rir. Eu mereço. Depois na volta, paguei um pouco menos, R$ 60, um absurdo também. Enfim, adicione R$ 140 naqueles R$ 999,00.

Outro “extra” que paguei foi a taxa de embarque, R$ 120, se não me engano.
O barato saiu caro logística das viagens. Na ida, esperei 3 horas pela conexão no Uruguai. Na volta 14h. Nunca você ia passar por isso indo pelo jeito convencional. 
Por último, tive problemas com a agência de turismo que promoveu a viagem (Agência de Turismo Brasil). Eles simplesmente não passavam nenhuma informação pra mim, me deixando na incerteza no meu planejamento. Só me confirmou a data da viagem uma semana antes, depois de eu insistir muito. Sem falar que NÃO fizeram a reserva no hotel, o que quase gerou um grande problema  pra mim.
Mas quer saber? Adorei passar por essa experiência. Adorei ter errado, ter aprendido com o erro. As 14 horas que passei no aeroporto foram incríveis. Foram chatas, mas vi muita gente diferente, pude dissecar o freeshop (até conseguir uns descontos), ver o dia nascer (porque é complicado dormir).
A segunda lição é batida, mas válida: é errando que se aprende. Viva a experiência.

Planejamento

Minha dica a qualquer viagente. Planeje. Nunca, leia bem, NUNCA faça uma viagem sem planejar. Por mais poético que isso seja, dificilmente dará certo. O bom é que eu curto muito planejar uma viagem. Meu ritual começa com a compra de um livro guia. Os melhores livros de viagem são os da Publifolha, mas para Santiago não tinha. Na verdade, só achei dois. Um era um relato pessoal da Martha Medeiros (mas eu tenho implicância com ela) e o outro era o guia “Santiago de A a Z”, ambos da editora Artes e Ofícios. Fiquei com o segundo, pois era mais técnico (o fator implicância também foi decisivo).
A primeira coisa que faço é ler a história do lugar. Não toda história, é óbvio, mas os principais fatos, que moldaram a cultura local. Depois leio sobre os pontos turísticos e abro o mapa, marcando os lugares OBRIGATÓRIOS. E fazendo uma lista secundária para os “se der tempo”. O Google Maps ajuda muito, otimizando as rotas.
Além do livro, baixei um aplicativo pro iPod. Um especial sobre Santiago da revista “Viagem”. Ele foi uma mão na roda, já que além de indicar as atrações dos principais bairros, traçava a rota automaticamente. Lá em Santiago eu usei muito ele, principalmente quando ficava perdido – o que não era incomum.
No planejamento eu prevejo os gastos. O livro “Santiago de A a Z” que comprei era uma edição de 2009. Há 2 anos atrás os preços eram diferentes, por isso sempre elevei os preços das coisas na hora de calcular o valor total de gastos. Mas a idéia é gastar o mínimo possível. O plano A de todas as viagens é comer muito no café da manhã, comer algo básico no almoço e comprar no supermercado o resto. Claro, um restaurante com a comida típica do lugar está incluso no plano. Nunca pensei em andar de táxi em Santiago, já que o metrô sempre foi recomendado – e funcionou.
Meu plano só falhou em um aspecto: as 17 horas no aeroporto. Não foi inteligente ignorar essa etapa. Eu passei um aperto nesse período, pois fiquei no saguão de espera que só tinha dois restaurantes onde uma água custava R$ 7. Outro erro que me ensinou algo. Ah claro, falhei também na questão do transfer...
No resto, o plano deu MUITO certo. Inclusive com sobras de  tempo. Fiquei orgulhoso da minha estratégia, de como ela foi bem calculada e permitiu que eu conhecesse BEM uma das mais fantásticas cidades da América Latina em apenas 3 dias (sim, porque dos 4 dias anunciados pela promoção, 1 era em aeroporto e avião).
Amanhã começo a contar os detalhes da aplicação dessa estratégia.

Post de amanhã: Medo de avião, simpatia chilena e hotel maravilhoso.

Tá tocando no iPod: Antes Que Seja Tarde - Pato Fu (o hino da viagem)

"olha, não sou daqui
me diga onde estou
não há tempo não há nada
que me faça ser quem sou
mas sem parar pra pensar
sigo estradas,sigo pistas pra me achar"

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