No belíssimo aeroporto de Santiago, eu me preparava para dizer
“até logo” ao Chile. Também preparava meu espírito para encarar 14 horas de
desconforto, já que ia enfrentar uma conexão absurda. Sairia de Santiago às 19h
rumo a Montevideu, onde chegaria perto das 22h. Meu voo pra Porto Alegre só
seria 12h do próximo dia. Chato, mas eu fiz ser legal. Ou tentei fazer.
O aeroporto de Santiago é gigante. Tem muitas lojas e
restaurantes, inclusive uma Starbucks! Aproveitei pra me despedir da cafeteria
mais famosa do mundo. Fiz algumas
compras – achei uma loja de miniaturas lá, eu amo miniaturas! Peguei o avião
tranquilo, pensando que teria uma viagem tranquila como as outras. Não tive. A viagem
pra Montevidéu foi a pior! O avião ficou 1h a mais no ar, sei lá porquê, nem
quero saber. Só sei que senti pânico. O comandante anunciou pouso umas 4 vezes
e sempre que estava descendo, voltava. Aí todo mundo se olhava e começava a cochichar
e eu lá sozinho, sem saber de nada... Mas no final deu tudo certo e pousamos no
Uruguai.
Pensei em dormir em
algum hostel, mas ia inflacionar muito a viagem. Preferi investir no Freeshop.
Não me arrependi, só tenho que admitir uma coisa: foi uma noite dolorida.
Porém, não consigo reclamar disso, pois foi uma baita experiência. Vi e conheci
pessoas de várias nacionalidades, conversas que duravam 5 ou 10 minutos, mas
que agregavam muito para minha experiência. Quando tentei dormir, não consegui e vi noite
lentamente virar dia. Aproveitei pra pensar mais um pouco no que tinha
acontecido.
O que ficou
Como disse antes, 2011 estava sendo uma merda. Eu estava preso
em sentimentos ruins, que me jogavam pra baixo, me faziam infeliz. Quis dar um
basta nisso, quis reagir. Então eu arrisquei. Deixei o receio que sempre
atrapalhou minha vida para trás. Enfrentei meus maiores medos ao encarar
sozinho a um país desconhecido, distante.
Foi necessário, pois para encontrar minha luz, eu precisava
enfrentar o escuro... E a chance de tropeçar
era grande, mas dane-se, eu queria viver experiências. Eu precisava viver
experiências.
Merdas aconteceram? Sim. Paguei vários micos, cometi vários
equívocos, perdi dinheiro. Mas quer saber? Ainda bem! Isso me fez crescer. Pois
toda vez que dava um passo pra trás eu sentia vontade de dar um pulo pra
frente. Sempre que a vontade de dizer
“não” aparecia, eu lembrava como o “sim” podia ser mais recompensador. Eu me desafiei. E venci o desafio. Voltei
feliz, melhor, mais confiante em mim mesmo.
Descobri que só uma pessoa poderia me tirar daquela
infelicidade: eu mesmo. Lamentar o que eu perdi me fazia esquecer o que ainda
poderia conquistar. Quando percebi isso, vivi as melhores sensações do mundo.
Enfrentei meus limites, subi a montanha mais alta que pude e fui até o lugar
mais distante que conseguia naquele momento. Agora eu quero mais, quero me
desafiar sempre e me sentir vivo em cada experiência.
Abaixo o lindo comercial da Honda, que traduz exatamente o que quis dizer com esses textos, o que quis dizer a mim mesmo com essa viagem.
Obrigado a todos que me acompanharam nesta viagem, através de mensagens e pensamentos positivos! Graças a vocês eu tive forças pra aproveitar ao máximo.
Tá tocando no iPod: Tempos Modernos - Lulu Santos
"Hoje tempo voa amor, escorre pelas mãos...
Mesmo sem se sentir
Pois não há tempo que volte amor,
vamos viver tudo que há pra viver..."