domingo, 2 de outubro de 2011

Concluindo a viagem


No belíssimo aeroporto de Santiago, eu me preparava para dizer “até logo” ao Chile. Também preparava meu espírito para encarar 14 horas de desconforto, já que ia enfrentar uma conexão absurda. Sairia de Santiago às 19h rumo a Montevideu, onde chegaria perto das 22h. Meu voo pra Porto Alegre só seria 12h do próximo dia. Chato, mas eu fiz ser legal. Ou tentei fazer.
O aeroporto de Santiago é gigante. Tem muitas lojas e restaurantes, inclusive uma Starbucks! Aproveitei pra me despedir da cafeteria mais famosa do mundo.  Fiz algumas compras – achei uma loja de miniaturas lá, eu amo miniaturas! Peguei o avião tranquilo, pensando que teria uma viagem tranquila como as outras. Não tive. A viagem pra Montevidéu foi a pior! O avião ficou 1h a mais no ar, sei lá porquê, nem quero saber. Só sei que senti pânico. O comandante anunciou pouso umas 4 vezes e sempre que estava descendo, voltava. Aí todo mundo se olhava e começava a cochichar e eu lá sozinho, sem saber de nada... Mas no final deu tudo certo e pousamos no Uruguai.
 Pensei em dormir em algum hostel, mas ia inflacionar muito a viagem. Preferi investir no Freeshop. Não me arrependi, só tenho que admitir uma coisa: foi uma noite dolorida. Porém, não consigo reclamar disso, pois foi uma baita experiência. Vi e conheci pessoas de várias nacionalidades, conversas que duravam 5 ou 10 minutos, mas que agregavam muito para minha experiência.  Quando tentei dormir, não consegui e vi noite lentamente virar dia. Aproveitei pra pensar mais um pouco no que tinha acontecido.

O que ficou

Como disse antes, 2011 estava sendo uma merda. Eu estava preso em sentimentos ruins, que me jogavam pra baixo, me faziam infeliz. Quis dar um basta nisso, quis reagir. Então eu arrisquei. Deixei o receio que sempre atrapalhou minha vida para trás. Enfrentei meus maiores medos ao encarar sozinho a um país desconhecido, distante.
Foi necessário, pois para encontrar minha luz, eu precisava enfrentar o escuro...  E a chance de tropeçar era grande, mas dane-se, eu queria viver experiências. Eu precisava viver experiências.
Merdas aconteceram? Sim. Paguei vários micos, cometi vários equívocos, perdi dinheiro. Mas quer saber? Ainda bem! Isso me fez crescer. Pois toda vez que dava um passo pra trás eu sentia vontade de dar um pulo pra frente.  Sempre que a vontade de dizer “não” aparecia, eu lembrava como o “sim” podia ser mais recompensador.  Eu me desafiei. E venci o desafio. Voltei feliz, melhor, mais confiante em mim mesmo.
Descobri que só uma pessoa poderia me tirar daquela infelicidade: eu mesmo. Lamentar o que eu perdi me fazia esquecer o que ainda poderia conquistar. Quando percebi isso, vivi as melhores sensações do mundo. Enfrentei meus limites, subi a montanha mais alta que pude e fui até o lugar mais distante que conseguia naquele momento. Agora eu quero mais, quero me desafiar sempre e me sentir vivo em cada experiência.


Abaixo o lindo comercial da Honda, que traduz exatamente o que quis dizer com esses textos, o que quis dizer a mim mesmo com essa viagem.



Obrigado a todos que me acompanharam nesta viagem, através de mensagens e pensamentos positivos! Graças a vocês eu tive forças pra aproveitar ao máximo.


Tá tocando no iPod: Tempos Modernos - Lulu Santos

"Hoje tempo voa amor, escorre pelas mãos...
Mesmo sem se sentir
Pois não há tempo que volte amor,
vamos viver tudo que há pra viver..."