O
início deste ano foi um desastre. Várias coisas ruins resolveram acontecer na
mesma época, me pegando de surpresa e me deixando completamente sem reação.
Fiquei atordoado, procurando explicações e culpados. Não conseguia crer
que aquilo era verdade...
Aí começou um efeito dominó.
Senti medo, chorei, fiquei desesperado... Isso tudo terminou em
raiva. Raiva da minha vida, de mim, das situações. Eu passei a me culpar, a me
desprezar e, sinceramente, perdi motivação pra seguir em frente. Pensei muita
besteira, algumas que tenho vergonha até de lembrar que pensei. Logo
defini que era o PIOR ano da minha vida. E ele não tinha nem 3 meses. Hoje vejo
que fui injusto e precipitado.
Mas,
graças a Deus, descobri que cada dia nos reserva uma nova história. Cada minuto
que vivemos é uma nova chance. Uma chance para dizermos não ao que nos faz mal
e sim ao que queremos.
Eu
quis viver. Optei por isso. Cansei de ficar chorando e vendo a vida passar.
É
meio clichê o que vou dizer, mas em 2011 aprendi que só uma pessoa pode me
ajudar quando eu estiver mal: eu mesmo. Ao longo desses 12 meses eu vivi tantas
coisas diferentes, tantas sensações, que ao final desse período posso dizer com
orgulho: cresci.
Enfrentei
meus piores pesadelos, realizei sonhos, cumpri minhas metas, encarei os desafios
que fiz a mim mesmo e não neguei a maioria dos que surgiram no caminho. Foi um
ano estranho. Não foi o mais triste, nem o mais feliz, mas posso dizer que foi
um dos mais completos. Falo isso porque das coisas ruins tirei boas lições que
me motivaram a fazer coisas boas. Isso meio que foi novidade na minha vida.
Vou
lembrar sempre de 2011 como o ano da minha renovação. Renovei o meu jeito de
ser. Comecei a me valorizar e isso, meus amigos, é uma das maiores lições que
podemos aprender na vida. Ao ver o seu valor, você passa a valorizar o que está
na sua volta. A vida ganha mais sentido, pode ter certeza.
Que
me desculpem os meus raros leitores, mas quis fazer deste último post de 2011
uma auto-reflexão, um pedido de desculpas ao ano que tanto xinguei. Isso pode
parecer balela, pois talvez não tenha encontrado as palavras certas para
definir algo tão abstrato.
O
melhor jeito de definir o que penso hoje é dizer: Obrigado, 2011, por ter me
dado o tempo que precisei para perceber que quem faz meu ano bom ou ruim sou
eu.