quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

É errado punir o erro?

 
Ontem essa foto gerou polêmica.

 Ela retrata dois agentes de trânsito que estavam fiscalizando uma das avenidas mais movimentadas de Porto Alegre com um radar móvel. Para meu espanto (ou nem tanto, pois é decorrente), muita gente ficou indignada como o fato deles estarem fora do campo de visão dos motoristas que passavam por eles, ou seja, "escondidos".

Fico puto da vida com quem pensa assim.

Parto de princípio de que só é multado quem comete infração. Ponto. Essa verdade absoluta deveria por fim ao meu texto. Mas quero ir além, pois não consigo admitir que essas pessoas, que provavelmente andam fora dos limites de velocidade, brinquem com a minha inteligência.

Elas consideram um absurdo o quê? Absurdo pra mim é o número de mortes no trânsito. É saber que uma família inteira morreu porque um jovem babaca saiu bêbado de uma festa e quis impressionar uma guria tão babaca quanto ele. É saber que existem pessoas aleijadas porque outras foram impacientes. É sair pra um feriado sem a certeza de que vai voltar.

Absurdo é perceber que esse caos aumenta a cada ano e que poucas pessoas fazem alguma coisa pra mudar. E quem faz é criticado.

O problema é que tem muito motorista ruim e muita gente desequilibrada. Isso exige fiscalização. Se os caras tivessem à vista, sabe o que provavelmente aconteceria? Uma pisadinha no freio, uma marcha mais baixa e deu, foi feita a encenação. Assim é fácil pra quem desrespeita a lei.

Dirigir, antes de tudo, é uma responsabilidade. E as pessoas não estão sendo responsáveis. Acho até que a lei e a fiscalização é muito branda... Vendo as notícias sanguinárias que o trânsito proporciona diariamente, penso que deveria existir mais rigor, mais agentes escondidos punindo quem erra. Porque quem não é capaz de seguir a sinalização na cidade, provavelmente não faz na estrada, onde os riscos se multiplicam.

Se a paz no trânsito depende de multas e fiscalização rigorosa, que assim seja feito.  A educação foi dada (naquelas aulinhas chatas, mas necessárias, de teoria), não aprendeu quem não quis.



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