sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Supernatural


Supernatural surgiu na minha vida como uma obrigação. Uma gentileza, pra ser mais justo (e educado). Já conhecia a série através de propagandas na TV e de vários comentários por aí, mas nada que me despertasse atenção. Na verdade, eu até achava um pouco ridículo.
Até que um dia fui desafiado a ver. E quem desafiou foi a Gabriela, uma das minhas mentoras sobre séries. E acreditem, ela nunca erra uma indicação. Confiando no seu histórico, aceitei o desafio e resolvi tentar. Por dias pensei que ela tivesse errado... 

O primeiro episódio de uma série é sempre muito importante. É quase decisivo pra mim. Posso citar umas 10 séries que vi apenas o primeiro episódio. Ver o segundo depende muito do desempenho do piloto, das intenções do autor e do estilo dos atores e diretor. Supernatural até conseguiu superar bem a primeira etapa. O primeiro capítulo é bom, introduz bem a história e tem até AC/DC (duas vezes!). 
Os episódios seguintes é que foram difíceis.

Vou tentar resumir a essência da série e talvez você me entenda. A trama principal de Supernatural gira em torno de um elemento meio clichê, mas que dificilmente dá errado: a vingança. Tudo começa quando Mary, a matriarca da família Winchester,  é morta por um demônio, dentro da sua casa. John, seu marido, salva seus dois filhos,Dean e Sam, e jura que vai encontrar o responsável por aquilo. A partir disso, ele se torna um caçador de criaturas malignas e acaba envolvendo os filhos nessa luta. Anos mais tarde, os irmãos Winchester passam a caçar por conta, percorrendo os Estados Unidos em busca de casos misteriosos.

Os primeiros episódios focam nessa “iniciação” dos irmãos. Eles sempre caçaram com o pai, agora precisam caçar sozinhos e não é fácil. Nessa fase a série foca em lendas urbanas, clássicos do terror e mitologias esquecidas. Muita gente ama essa parte da série, eu não. Eu gosto quando uma história se desenvolve, não curto episódios isolados que só preenchem tempo. Não havia continuidade, apenas suaves acréscimos na história principal. 

Isso muda lá pelo meio da temporada, quando aparece a primeira vilã importante: Meg, uma ajudante do demônio que matou a mãe dos Winchesters. Aí a coisa engrena.
Demorei dois meses pra chegar ao episódio 10, não precisei de um chegar na 3ª temporada. Pois o “bagulho fica sério” e a proposta inicial começa a ser desenvolvida de forma muito inteligente. Os personagens se tornam mais complexos, expondo seus dramas e seus verdadeiros objetivos. O final da primeira temporada abre inúmeras possibilidades e dali partimos para vários questionamentos (e não só um, como no começo da série). Além dos fenômenos sobrenaturais, a série investe no drama familiar, no romance e em boas e calculadas doses de humor. Do nada, a série que eu via por obrigação, se tornou uma das minhas favoritas.  


Principais Personagens

John Winchester
Um mito. O cara que sabe como matar qualquer criatura maligna, tanto que escreveu um “livro” sobre isso (é o seu bom e velho diário, que serve como um livro de consulta). No começo é difícil simpatizar com John, afinal, ele se mostra muito sério e meio inflexível com os filhos, principalmente com Sam. Porém, a história trata de fazer justiça e aos poucos você vai se rendendo às qualidades do cara.  


 Dean
Meu personagem favorito. Dean faz o estilo “bad boy”, adotando a filosofia “funcking life” para enfrentar os perigos do seu trabalho.  Ao mesmo tempo se mostra um filho obediente, que segue tudo o que o pai diz sem questionar. Ao longo da trama ele sofre várias provações, sempre mostrando que é forte, mas que também tem seus pontos fracos. Apesar do jeitão, ele é uma boa pessoa, que faz de tudo para salvar inocentes e não envolvê-los nos confrontos que enfrenta.  Dean curte o bom e velho rock’n roll, carros antigos e mulheres – é dono das melhores piadas da série (e tem várias, hahaha).





Sam
É quase que o personagem principal da série. Calma, assistam e vocês vão entender. Sam é o oposto do Dean e do pai. Não gosta de caçar, não quer se vingar. Seu principal objetivo é ter uma vida normal, tanto que foge de casa disposto a cursar uma faculdade. Isso faz com que Sam pareça bem egoísta às vezes (o que me irritou muitas vezes), mas é compreensível – ou se torna. Logo no início ele descobre que sua meta de vida é complicada e que não é fácil fugir do seu passado e do destino da sua família.  É o nerd, bom moço, faz o estilo romântico e quietão. É o personagem que mais evoluí ao longo das temporadas, na minha opinião.




Bobby
É um experiente caçador que vive numa cabana isolada numa cidade do interior. Como a maioria dos caçadores, um drama envolvendo criaturas malignas o levou a essa sofrida profissão... Mas o drama de Bobby é um dos mais fortes e o fez ser depressivo, alcóolatra e um eterno resmungão. Mas isso não o tornou uma má pessoa, pelo contrário. Cuida dos Winchesters como se fosse seu pai e é um amigo fiel pra  QUALQUER  hora. Um dos mais carismáticos personagens, que ganha muito espaço a partir da segunda temporada

Impala 1967
O carro mais foda da história, é o que a série diz. O Impala é tão importante em Supernatural que é impossível não considerá-lo um personagem. Ele diz muito sobre a personalidade dos Winchesters e sobre a própria série. Um carro clássico, não muito bonito, mas que ao mesmo tempo se impõe, como um cão furioso que enfrenta qualquer coisa.  Você torce por ele, você chora por ele.

Azazel
É o demônio de olhos amarelos que matou a mãe de Dean e Sam e o primeiro GRANDE vilão da série. Asqueroso, covarde, sorrateiro... Azazel reúne várias “qualidades” de um “bom” vilão que faz o seu papel: ser odiado. 

Há mais personagens, claro. Alguns muito interessantes, mas não seria legal apresentá-los agora, estragaria várias surpresas. Espero que pelo menos UMA pessoa tente assistir a série, e espero que tenha a paciência que eu tive. Vale muito a pena!

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