sexta-feira, 20 de julho de 2012

Amor próprio


Eu acho que sei qual é o maior problema do mundo: falta de amor próprio.
É, parece tão simples, tão óbvio, tão sem graça. Mas acredito que seja isso sim.
Pensem comigo.
Se nos amássemos mais, precisaríamos provar pouco ou nada para os outros. Não haveria necessidade de ter tanto dinheiro e os sonhos provavelmente seriam mais simples, os egos menores.
O mundo seria melhor! Ah, seria!
Vamos aos exemplos.
Os amores doentes deixariam de existir. Existe muito amor falso por aí. Amores que servem como espelhos para vaidades infantis. Amores que respondem a perguntas que não fazemos, mas que os outros fazem. Amores de fachada. Ninguém precisaria namorar pra dizer que namora. Ninguém namoraria pra fazer pose.
A família ganharia destaque na sociedade, como era antigamente. Não sentiríamos vergonha dos nossos pais na adolescência e teríamos mais tempo pra eles na vida adulta. Lembraríamos o quanto eles são importantes todos os dias. E cuidaríamos deles na velhice.
Isso afetaria o agora, as tecnologias. A internet, por exemplo, seria diferente. Seria usada com sabedoria, com menos frequência. As Redes Sociais seriam mais sociáveis. Não existiriam os sites de fofocas nem as sub-celebridades. A beleza perderia seus padrões. Aliás, esqueceríamos o conceito de padrão.
A propaganda seria mais verdadeira. Não abusaria das nossas carências, pois não ia conseguir criar carências que não temos. Nem venderia coisas que não precisamos. Sem coisas inúteis, seríamos mais úteis.
Não teríamos números, teríamos amigos. Seriam poucos, mas bons. E quer saber? Adoraríamos isso. E valorizaríamos isso. As baladas seriam mais divertidas, pois ninguém estaria lá para ser melhor do que ninguém.  
A natureza seria preservada, pois não haveria ganância pra acabar com ela.
 Ah! Seríamos mais livres pra ter opinião, pois ninguém se ofenderia com ela. Existiria o debate, mas o respeito prevaleceria.
Eu fecho os olhos e penso num mundo assim, onde eu possa sair tranquilo na rua, porque ninguém invejaria o que eu uso.  Simplicidade seria a moda mais usada.
Caridade seria comum, e não saberíamos mais o que é fome. O tempo seria bem usado, seria admirado.
 A vida seria mais completa, seria degustada como um sorvete no melhor dia do verão.
E por que pensar em hipótese? Por que viver do que seria?
Nós amando, não precisamos de ninguém e isso é o que nos torna mais acessível. Amor próprio nos leva pra qualquer lugar, aumenta nossas possibilidades. 
Nos amar é a chave da mudança. Tanto para nossa vida como para o rumo desse mundo.

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