sábado, 7 de julho de 2012

Descobrindo Raising Hope



Descobrir algo inesperado. Aquela coisa que pouca gente conhece, que uma placa escondida te aponta, que você desconfia, mas fica curioso e resolve experimentar. Fica impressionado. Eu não sei se já aconteceu com você. Aconteceu comigo outro dia. É sensacional!
Foi assim que descobri uma das melhores séries de comédia da atualidade: Raising Hope.
Assim, do nada. Sem a intenção de descobrir. E adorei!
Raising Hope é uma série que promove o politicamente incorreto de um jeito tão sutil, que você não entra no mérito de isso estar acontecendo. Isso se explica pelo fato de ser  um humor bem feito, inteligente, que não precisa de risadas falsas de plateias inexistentes para garantir o entendimento do público.  
Tudo começa quando Jimmy, um jovem sem muitas pretensões na vida, encontra por acaso com Lucy, aparentemente uma garota indefesa, que fugia de um namorado violento. Ele ajuda ela a fugir e os dois tem uma tórrida noite de amor. Porém, na manhã seguinte Jimmy e sua família descobrem que Lucy na verdade é uma serial killer procurada pela polícia. Ela é presa e pouco tempo depois anuncia para Jimmy que está grávida.
O problema é que Jimmy não tem estrutura alguma para criar um bebê. Seus pais são relaxados e irresponsáveis. Tiveram Jimmy ainda adolescentes e o criaram da forma mais bizarra possível. Todos eles moram na casa da Maw Maw, uma velhinha cheia de problemas de memória (eles abusam disso pra se manter na casa dela) e que volta e meia faz coisas loucas, como andar pelada pela rua, por exemplo.
O jeito irresponsável da família é o grande lance da história, já que Jimmy faz de tudo para driblar esses defeitos e garantir que sua filha tenha uma criação diferente da que ele teve. No meio disso tudo, ele se apaixona por Sabrina, uma garota sarcástica e comprometida, garantindo boas cenas românticas pra série.
O legal de RH é brincar com esses absurdos que envolvem a criação de um bebê e ao mesmo tempo dar lições de vida sobre a importância do carinho e da atenção nesse processo. É o errado sendo usado para indicar o certo, sem que o certo pareça chato. Considero isso genial!
Pra não dizer que só falei das flores, há uma coisa que me incomoda em RH. O desenvolvimento da história é lento. Há muitos episódios “isolados”, o que não é um grande defeito, apenas não dá aquela vontade louca de ver um episódio atrás do outro. Senti falta disso. 
Porém, a gama de personagens carismáticos segura esse "defeito", e garantem o objetivo principal de uma série de comédia, que é fazer rir. 
Soube que RH é um sucesso de crítica nos EUA e que foi conquistando um público fiel aos poucos. Espero que a série conquiste logo seu espaço por aqui, que mais pessoas se surpreendam com ela como eu me surpreendi.

Ah, até agora mostrei a série pra 3 pessoas e todas viraram grandes fãs dela. É uma sensação tão boa quanto a que descrevi no começo, não acham?

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