sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O que sou


Gosto de ver a capacidade das pessoas de julgar. De julgar meu último post como se fosse algo ruim.
Nada disso. Meu último post foi um jeito de me aliviar, de expressar o que eu sentia de forma VERDADEIRA, sem falsas mensagens positivas que mascaram a realidade e o sentimento REAL.
Vejam bem, eu não sou contra o otimismo, muito pelo contrário. Apenas não consigo me ver assim. Não na maioria dos momentos. Se querem saber, e vou ser franco mais uma vez, eu penso merdas piores do que as que eu escrevi. MUITO piores. 

Ainda existe um filtro que me impede de escrever tudo e sinto vergonha disso. Eu admiro os verdadeiros. Tento cada vez mais ser. E isso em um mundo cada vez mais hipócrita é ofensivo, não é mesmo?

Eu não sou o Sr. Felicidade, que vomita arco-íris todos os dias nas Redes Sociais através de artes fofas e mensagens clichês e de pouca profundidade. Meu mundo atual é escuro, denso, perigoso. Não julgue meus motivos, você não vive na minha cabeça, não sabe o inferno que é ser como eu sou. 

A maioria das pessoas não me aguenta, inventa motivos pra me deixar de lado. Eu concordo com elas. Sou um saco mesmo. Mas sou a porra de um chato verdadeiro, cru, que expõe o sentimento da forma mais franca possível. E admita, sei fazer isso. 

Sei irromper a droga do seu sono involuntário, te fazer pensar por alguns segundos, quando a maioria te dá morfina.

O que falta pra mim? Não sei. Sou inquieto, quero sempre mais e sinceramente não consigo dizer o que. Mas eu ao menos admito isso. Pior são as pessoas que não conseguem ver. Que se alimentam de verdades alheias sem questionar. 

Olha só, eu bem que gostaria de falar sobre flores, sobre o amor e todas essas merdas que o povo gosta de aplaudir, de curtir e de compartilhar. Só que não sairia verdadeiros. Atualmente eu só sirvo pra ser pensativo, irônico e, não se choquem, cheio de raiva.

Fiz até outro blog pra trabalhar o meu humor, vejam só. Ali sou verdadeiro e leve. Porque de alguma forma aprendi a rir de mim mesmo, da situação que vivo. Eu achava que meu drama era aquele, mas vi que aquilo era a maior piada da minha vida. Meu drama é maior, é mais complexo e é o que descarrego aqui.

Escrever é a minha terapia. Provavelmente é a única coisa que sei fazer bem. Que as pessoas admiram em mim. Sei que as palavras aqui são pesadas ultimamente, mas é o que tenho para o momento, infelizmente. Todos os dias acordo com a esperança que mude. Ainda não mudou.
Deixem-me ser o que sou. Isso ninguém pode tirar de mim.

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