sábado, 15 de março de 2014

Peru - parte 10: Último dia.



Foi triste me despedir de Arequipa com o gosto de quero mais. Fiquei poucas horas na cidade e vi tudo muito por cima, mas o suficiente pra me lembrar até hoje com carinho. A cidade tem umas das Praças de Armas mais bonitas do país – das que vi só perde pra Cusco, em minha opinião.

Mais uma vez a Cruz del Sur me surpreendeu pela qualidade do serviço. O ônibus era ainda mais confortável que o anterior, desta vez equipado com um tablet que tinha opções de música, filmes e jogos. Claro que o meu foi o único que não funcionou, mas sinceramente nem dei bola porque queria dormir. Eu não me lembro o que jantei, mas lembro que estava muito bom. E que pedi Inca Cola. Uau, acabo de sentir o gosto da bebida no meu pensamento.

Viagem tranquila, chegada pontual em Cusco. O terminal próprio de desembarque da companhia era impressionante. Lá esperei a minha carona e fui para o hostel que já considerava minha casa.

Era o último dia e eu tinha um misto de felicidade e tristeza. Feliz por ter conseguido fazer tudo que tinha proposto a fazer, seguir meus roteiros sem contratempo e ter sorte em todos os destinos, fora Lima. Feliz também por voltar pra casa, pois viajar é muito bom, mas ter um lugar para voltar e dividir tudo que viveu é ainda mais. A tristeza existia porque todo fim de uma grande história carrega um pouco disso. Saber que eu não veria Cusco por um longo tempo, talvez nunca mais, me deixava triste. Aquele lugar é mágico, tem algo muito especial ali que sinceramente acho difícil explicar com certa lógica. Sempre me falaram “só quando você for você vai entender” e é exatamente o que eu digo pra vocês.

Aproveitei o último dia para me despedir da cidade com calma. Eu juro que dei umas 3 voltas nela. Primeiro fui ao Museo Inka, o mais famoso de todos de lá. Achei legal e recomendo a visita, ir lá é meio obrigatório para quem realmente curte a história dos Incas.  Porém, depois de tantas explicações, tantas trocas de experiências com guias e habitantes, ir lá no final da trip ficou meio sem graça. Mas claro, saliento que vale muito a experiência.

Deixei o último dia pra fazer algumas compras. Não lembro se falei da lojinha que tem próximo ao Hatunrumiyoc, mas volto a falar. Ali achei tudo BEM mais barato. Um concorrente riu quando falei o preço que paguei por um artesanato lá. E juro, dei 3 voltas na cidade. Sim, 3 voltas na altitude. A parte central de Cusco eu fazia em uns 20 ou 30 min, mas o cansaço era de uma caminhada de 1 hora ou mais. Existem vários centros de artesanatos na cidade, cooperativas onde você tem muitas opções. Nenhum lugar bateu os preços daquela loja. 

Depois de ter a certeza de que fiz tudo que queria fazer, andei por Cusco sem pressa, observando o movimento das pessoas, turistas e moradores locais. O fim de tarde foi lento e até meio poético. À noite eu voltei pra praça, tentei pegar tudo de bom que vivi naqueles dias e trazer pra lá.
Por fim, posto esse vídeo sensacional que traduz MUITO a experiência que vivi. Uma aventura que despertou o melhor de mim. Sem luxos, sem certezas.

Assim como o cara do vídeo, quero voltar pra lá um dia, levando na bagagem todas as boas lembranças que compartilhei por aqui.


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